Volvo Ocean Race: dificuldades na travessia do Estreito de Malaca

January 21, 2015. Volvo Ocean Race leader Dongfeng Race Team crosses Malaca to Singapore Straits during the Leg 3 to Sanya.
January 21, 2015. Volvo Ocean Race leader Dongfeng Race Team crosses Malaca to Singapore Straits during the Leg 3 to Sanya.

A passagem dos barcos da Volvo Ocean Race pelo Estreito de Malaca tira o sono dos velejadores. O local, que fica entre a ilha de Sumatra e a Malásia, é considerado o maior pesadelo da terceira etapa da Volta ao Mundo. Apesar de conhecer os perigos do local, os atletas precisam ficar em alerta o tempo tempo, já que a poluição na água e os riscos de colisão com outras embarcações são enormes. “São vários barcos de pesca e muito lixo na água”, alertou a meio holandesa e meio brasileira Carolijn Brouwer, integrante do Team SCA, equipe 100% feminina na regata. “Temos que ficar em alerta para não acumular lixo na quilha e no leme. Isso reduz a velocidade do barco”.

Carolijn Brouwer continuou: “O vento está muito fraco, o que é normal nessa área de Malaca. Quando passamos por zonas instáveis, nós somos obrigadas a fazer mais manobras para colocar o barco andando”.

January 20, 2015. Day 17 of Leg 3 to Sanya, onboard Team SCA. Annie Lush looks over her shoulder at a rather large pile of debris in the Malacca Straits
January 20, 2015. Day 17 of Leg 3 to Sanya, onboard Team SCA. Annie Lush looks over her shoulder at a rather large pile of debris in the Malacca Straits

O brasileiro André ‘Bochecha’ Fonseca, que integra o espanhol MAPFRE, também falou das dificuldade do Estreito de Malaca. “É um lugar bastante perigoso por causa da quantidade de barcos e navios por aqui. Hoje com sistema eletrônico, GPS e as informações de radar é possível evitar problemas. O maior perigo de passar por Malaca é velejar com muito vento e onda”, disse o brasileiro André ‘Bochecha’ Fonseca. “A gente pegou pouco vento e o barco tem se movido pouco. Dá para controlar o cruzamento com os navios. Até agora tudo bem”.

O MAPFRE de Bochecha teve de ancorar durante a manhã para evitar andar para trás. “A terceira perna da regata está emocionante, com os barcos adversários por perto. A todo momento trocamos velas e fazemos manobras. Tem sido muito difícil, pois o vento é imprevisível, principalmente à noite, deixando a gente bastante cansado”, destacou André ‘Bochecha’ Fonseca.

January 20, 2015. Day 17 of Leg 3 to Sanya, onboard MAPFRE. Andre Fonseca watches Abu Dhabi Ocean Racing through the binoculars
January 20, 2015. Day 17 of Leg 3 to Sanya, onboard MAPFRE. Andre Fonseca watches Abu Dhabi Ocean Racing through the binoculars

Na atualização da tarde desta quarta-feira (21), o chinês Dongfeng segue tranquilo em primeiro lugar, já embicando para fora da Malásia. Na sequência aparacem pela ordem: Abu Dhabi, Team Alvimedica, Team Brunel, MAPFRE e Team SCA. A terceira etapa, entre os Emirados Árabes Unidos e a China, deve terminar na próxima semana. A passagem pelo local aumentou em alguns dias a estimativa de chegada. Por isso, as tripulações já começam a fazer o racionamento de comida a bordo.

January 20, 2015. Day 17 of Leg 3 to Sanya, onboard Dongfeng Race Team. We sailed by this fishing crew in the midst of afternoon prayer, evidently. So many faces. This was the closest we came to one in day light, probably 15 meters. We greeted one another with smiles and waves. I only wish we could get a copy of the photo from their OBR.
January 20, 2015. Day 17 of Leg 3 to Sanya, onboard Dongfeng Race Team. We sailed by this fishing crew in the midst of afternoon prayer, evidently. So many faces. This was the closest we came to one in day light, probably 15 meters. We greeted one another with smiles and waves. I only wish we could get a copy of the photo from their OBR.

Fonte: Volvo Ocean Race

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