Sail Ipanema: Da Croácia, pelo Mar Adriático, rumo a Puglia – Itália

E depois de 2 meses velejando arrumando o barco e velejando próxima a Split, foi tempo de nos despedirmos da cidade e da adorável Croácia. Dizer adeus a esse país incrível e aos nossos novos amigos não foi fácil. Na nossa despedida na marina de Split, a Vicky e o Duje, um casal de amigos supersimpático, nos prepararam um “Kit de Sobrevivência Croata”, uma caixa cheia de guloseimas, refrigerantes e chocolates Croatas…. Foi difícil conter as lágrimas. Essa viagem é realmente sobre isso, conhecer lugares e pessoas incríveis por esse mundo a fora.

 

E assim saímos de Split e seguimos viagem em direção ao Sul da Croácia, dessa vez na companhia do Ino e da Ivana, outro casal de Croatas incríveis que conhecemos durante nossa estadia por lá.

 

Foi também a primeira vez com o Feijão finalmente a bordo! 🙂

 

Na primeira noite dormimos novamente na ilha de Brac, mas dessa vez na baía de Stipanska. Nas primeiras 24h ele ainda estava apreensivo e não saia muito de dento do barco, mas bastou passar 48h que o Feijão já tinha se tornado o capitão do barco, ele agora já anda por todas as partes e já aprendeu a fazer as suas “necessidades” no lugar certo.

 

Foto: Sail Ipanema - Sarah/Renato
Foto: Sail Ipanema – Sarah/Renato

E assim seguimos, continuando nosso caminho ao sul de vento em popa!

 

Passamos pela linda e pacata ilha Scedro, que tem apenas umas cinco ou seis casinhas, e depois Korcula, que lembra uma mini-Dubrovnik, também cercada por uma muralha, igualmente charmosa e menos turística – reza a lenda que o famoso Marco Polo inclusive começou suas aventuras pelo mundo desse lugar.

 

Foto: Sail Ipanema - Sarah/Renato
Foto: Sail Ipanema – Sarah/Renato
Foto: Sail Ipanema - Sarah/Renato
Foto: Sail Ipanema – Sarah/Renato
Foto: Sail Ipanema - Sarah/Renato
Foto: Sail Ipanema – Sarah/Renato
Foto: Sail Ipanema - Sarah/Renato
Foto: Sail Ipanema – Sarah/Renato
Foto: Sail Ipanema - Sarah/Renato
Foto: Sail Ipanema – Sarah/Renato

E antes de chegar a Dubrovnik, passamos uma noite ancorados no Sul da ilha Mljet, que boa parte é protegida por um parque nacional.

 

Nessas últimas semanas tivemos alguns perrengues típicos de barco, um probleminha com o bilge, um concerto necessário em um dos motores, tivemos que comprar um novo inversor e foi preciso encomendar uma nova hélice para o motor do nosso botinho, que dias antes tinha saído voando por aí….

 

Conseguimos resolver praticamente tudo em Dubrovnik, mas em vez de um dia, a hélice só chegou no terceiro dia. Com isso, perdemos a ida para Montenegro, uma verdadeira pena, mas pudemos explorar e aproveitar ainda mais a maravilhosa Dubrovnik, hoje em dia ainda mais turística pela famosa série de TV Games of Thrones.

 

Foto: Sail Ipanema - Sarah/Renato
Foto: Sail Ipanema – Sarah/Renato
Foto: Sail Ipanema - Sarah/Renato
Foto: Sail Ipanema – Sarah/Renato
Foto: Sail Ipanema - Sarah/Renato
Foto: Sail Ipanema – Sarah/Renato
Foto: Sail Ipanema - Sarah/Renato
Foto: Sail Ipanema – Sarah/Renato
Foto: Sail Ipanema - Sarah/Renato
Foto: Sail Ipanema – Sarah/Renato
Foto: Sail Ipanema - Sarah/Renato
Foto: Sail Ipanema – Sarah/Renato

Dubrovnik foi, sem dúvida, um cartão postal inesquecível para nos despedirmos da Croácia e, enfim, fazer a nossa maior travessia até agora, o Mar Adriatico, em direçāo a Bari, na Puglia, para receber nossos novos hospedes.

 

Numa linha reta, deveria ser 200km, e havíamos estimado uma viagem de umas 16 horas. Mas, por conta de ventos um pouco acima da previsão (35 nós) e umas ondas chatas que chegavam bem na lateral do barco, demorarmos quase 24h para chegar, um dia inteiro.

 

Foto: Sail Ipanema - Sarah/Renato
Foto: Sail Ipanema – Sarah/Renato

E foi ai que começamos realmente a velejar e logo em seguida percebemos que um dos reefs da vela principal não estava bem colocado. E para piorar, a Genoa (vela da frente) estava emperrada e não abria mais do que 30% da área total, o que fez com que navegássemos ainda mais devagar.

 

Depois de quase 80% da travessia completa, exaustos, fazendo shifts e revezando entre nós dois a cada 3-4 horas, percebemos que a vela principal começou a rasgar bem no maio, rente ao mastro. Foi quando desistimos finalmente do velejo nessa viagem, ligamos os motores e seguimos viagem, chegando em Bari sans e salvos!!

 

E foi só chegar na Itália que nossa maré de azar começou a passar!! Fomos recebidos de cara na Marina Ranieri pelos simpáticos Nicolas e Cesare, que prontamente nos ajudaram com os cabos e toda a informação que precisávamos!

 

Como nossos hospedes Rosa e Haroldo, brasileiros radicados em Londres, chegariam na manhã seguinte, precisávamos resolver tudo o quanto antes.

 

Foto: Sail Ipanema - Sarah/Renato
Foto: Sail Ipanema – Sarah/Renato

Foi quando o Nicola nos indicou o Luigi, que nos apresentou ao Fernando, um brasileiro radicado a mais de 25 anos em Bari, que concerta e faz velas. Uma pessoa incrível, competente e com um coração do tamanho do mundo. Mesmo sendo o pico da temporada e ele estando super ocupado, Fernando conseguiu encaixar o concerto da nossa vela e arrumou tudo no seu dia de folga. Incrível!!

 

E como nada acontece por acaso nessa vida, o que até então a gente achava que (o rasgo da vela) era a pior coisa que poderia ter acontecido, resultou que por conta disso acabamos por conhecer Bari e o famoso Fernando.

 

O Fernando é o melhor “embaixador” que o Brasil poderia ter na Itália, casado com uma verdadeira Italiana, a Rossana, os dois contam com um grupo enorme de amigos que se juntam semanalmente para comer, beber e se divertir. No mesmo dia em que nos conhecemos, Fernando e Rossana levaram a nós e aos nossos recém-chegados hospedes, para um churrasco na casa de um desses amigos, com umas 20 e tantas pessoas e quilos e litros de comida e vinho. No dia seguinte, eles nos convidaram para almoçar em sua casa, onde nos deliciamos numa massa caseira feita especialmente pela Rossana.

 

Nossa, que recepção e chegada na Itália!

 

Foto: Sail Ipanema - Sarah/Renato
Foto: Sail Ipanema – Sarah/Renato
Foto: Sail Ipanema - Sarah/Renato
Foto: Sail Ipanema – Sarah/Renato
Foto: Sail Ipanema - Sarah/Renato
Foto: Sail Ipanema – Sarah/Renato
Foto: Sail Ipanema - Sarah/Renato
Foto: Sail Ipanema – Sarah/Renato

E nossos hospedes, Rosa e Haroldo, foram a melhor surpresa, supersimpáticos, espirituosos e de bem com a vida. Super entenderam os inesperados que podem acontecer nessa vida de barco e aproveitaram ao máximo tudo com a gente.

 

E na manhã de segunda feira, com as velas já no lugar, e um kit de reparação feito com carinho pelo nosso mais novo amigo Fernando, zarpamos em direção a Polignano a Mare, e acabamos ancorando em Monopoli, uma charmosa cidadezinha no sul da bota.

 

Foto: Sail Ipanema - Sarah/Renato
Foto: Sail Ipanema – Sarah/Renato
Foto: Sail Ipanema - Sarah/Renato
Foto: Sail Ipanema – Sarah/Renato
Foto: Sail Ipanema - Sarah/Renato
Foto: Sail Ipanema – Sarah/Renato
Foto: Sail Ipanema - Sarah/Renato
Foto: Sail Ipanema – Sarah/Renato
Foto: Sail Ipanema - Sarah/Renato
Foto: Sail Ipanema – Sarah/Renato

Em Monopoli continuamos a nos deliciar com as tentações italianas, entre vinhos, azeite, pão, massa, gelatti, etc.

 

Foto: Sail Ipanema - Sarah/Renato
Foto: Sail Ipanema – Sarah/Renato
Foto: Sail Ipanema - Sarah/Renato
Foto: Sail Ipanema – Sarah/Renato

Depois de uma noite muito bem dormida atracados na parede da cidade de Monopoli, passamos por Brindisi para fazer o Check-out do país com a Capitania dos Portos e partimos em direção a Grécia, Corfu, aqui vamos nos!!

Foto: Sail Ipanema - Sarah/Renato
Foto: Sail Ipanema – Sarah/Renato
Foto: Sail Ipanema - Sarah/Renato
Foto: Sail Ipanema – Sarah/Renato

 

Estamos ansiosos e animados com essa nova travessia, a previsão é de vento a favor e vai ser ótimo ter mais ajuda com mais gente no barco.

 

Para maiores informações:

Contato: Sarah ou Renato

Site: www.sailipanema.com

E-mail: sailipanema@gmail.com

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Texto, fotos e vídeos reproduzidos pela SailBrasil Vida de Cruzeiro com autorização dos autores.

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