Cadastro Nacional de Veleiros Brasileiros

Veleiro Eolo - Foto: Max Gorissen

É fato que a história náutica brasileira se perde a cada dia por falta de ações do governo ou da própria sociedade, que não procuram manter um registro histórico desse patrimônio.

Descontadas algumas iniciativas individuais, que acabam virando livro ou sites particulares (como é o caso do SailBrasil.com.br), e alguns museus que mantêm nosso patrimônio, é praticamente nulo, no Brasil, o registro à disposição para consulta sobre embarcações de um modo geral, o que dizer de veleiros.

Quando algo nos incomoda, não adianta só reclamar, por isso a SailBrasil se propôs a desenvolver e disponibilizar seu Cadastro Nacional de Veleiros Brasileiros (LOA até 100 pés).

Não importa se esses veleiros são de propriedade de indivíduos, organizações, fundos fiduciários ou museus. Também não importa se são novos, usados, estão em péssimas condições, se já foram destruídos ou afundaram.

Não importa se foram produzidos no Brasil ou no exterior, desde que tenham algum tipo de relação com o Brasil… Todos são importantes.

Estes são os veleiros com página na SailBrasil até o momento

NomeTamanhoAno
Aldebaram45′1952
Aquamarine52′1982
Aragem22′1941
Aries III43′1970
Atrevida95′1923
Brasil 170′2004
Cangaceiro II43′1961
Criloa35′ 1973
Dália75′2003
Don Pedrito27′
Gaia 140′1987
Galeão40′1961
Grulla36′1962
Henriette II30′1965
Itacibá II24′1946
Kameha Meha43′1969
Longueuil26′1982
Magellan45′1948
Maria Soledad41′1944
Mariposa79′1939
Mootley26′1982
Pelikan1976
Ondina40′1947
ORM26′1983
Rajada II40′1973
Sirocco48′1947
Tocorimé Pamatojari120′2000
Umuarama III1960
Unforgettable32′1965
Vendaval65′1942
Wa Wa Too III53′ 1973
Zim II26′1982

Se você souber de um veleiro que acha que deve ser adicionado à lista, basta enviar um e-mail para redacao @sailbrasil.com.br, incluindo os detalhes, relatos, dados técnicos, local onde se encontra, entre outros, se possível com fotos, muitas fotos (favor informar o autor da foto; se não souber, envie assim mesmo, pois postaremos a imagem em uma página de “fotos sem autoria”, a fim de que o autor, ou seu representante, possa se pronunciar). O que não podemos é perder o registro do veleiro.

Assim, se você souber de um veleiro que não consta da lista, divida conosco essa informação! Não importa se foi construído em madeira, ferro, cimento, alumínio, fibra ou materiais exóticos; se foi de construção amadora ou profissional; se fabricado no Brasil ou importado; se é um dinghy catamarã, fragata, escuna, saveiro, veleiro de oceano…

Bons ventos!

Max Gorissen

Velejador, escritor editor SailBrasil.com.br… nessa ordem! 🙂

About Max Gorissen
Sailor, writer and editor, in that order...

6 Comments

  1. orlando de oliveira alves agosto 2, 2019 at 1:22 pm

    um veleiro abandonado e um sonho morto Orlando Alves veleiro Apecatu

  2. Bom dia, meu nome é Joilson Pessoa, sou o atual proprietário do veleiro Mootley, um veleiro Quarter Tooner 26 pés fabricado em 1982, pela Fibramar, que consta no Cadastro Nacional de Veleiros.
    Eu gostaria de compartilhar que na historia publicada dia 7/5/2020 falta a trajetória de Brasilia até Mangaratiba, contado no blog https://iniciandoosonho.wordpress.com/tag/pintura-veleiro/.
    Comprei o Mootley em 2018 e o tenho mantido no mesmo local, em Mangaratiba, até hoje.

    • Bom dia Joilson,

      Obrigado por seu contato e pelas informações atualizadas sobre o Mootley. Já incluí o link do seu blog e uma foto (com autoria) na descrição do Mootley! Adorei a cor! Parabéns!

      Fico a disposição!

      Bons ventos!

      Max Gorissen

  3. Oi Max, eu fui o proprietário do Mootley entre 2003 – 2013 e fiz grande parte do levantamento sobre o barco apresentado acima. Mas para isso eu contei com a inestimável ajuda do Arnaldo, da Cognac Velas (a enciclopédia da vela brasileira), do Eduardo Souza Ramos (Fibramar), e do Jorge Nasseh. Por fim, obrigado pelo elogio sobre a cor!

    Por sinal Excelente iniciativa para preservar a memória da vela nacional.

  4. Bom dia, o veleiro Aldebaran ll foi construido pelo meu pai, José Rodrigues Mathias, em seu estaleiro situado em Ramos na Avenida Brasil RJ.

    • Bom dia Roberto,

      Obrigado pelo contato e por esclarecer onde o veleiro foi construído. Parabéns ao seu pai pela qualidade da construção. Visitei o Aldebaram II uma vez no Guarujá e verifiquei o excelente trabalho.

      Bons ventos!

      Max Gorissen

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