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O mar se tornou a nossa estrada… e essa viagem a nossa vida!

Foto: Mauriane e Luiz.
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A maioria das pessoas quando pensa em tirar umas férias, imagina uma semana ou duas, num destino bem distante e, geralmente, em um lugar tropical. Dias quentes e ensolarados, praias, drinks refrescantes, cenários paradisíacos, céu e mar azul. Num dia, uma praia deserta, areia branquíssima e muita vida submarina para ser admirada através dos mergulhos. Trilhas e caminhadas por ilhas inteiras que por algum tempo passam a ser só suas. No outro, uma praia badalada com muita música, bares e pessoas de todos os lugares do mundo. Novas amizades. No fim do dia, do alto de um morro, da areia da praia ou ainda envolto por águas calmas e cristalinas, assistir ao espetáculo que o sol consegue produzir ao se por, mudando as cores e compondo todo o cenário como um verdadeiro artista.

Foto: Mauriane e Luiz.

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Esse é o nosso mundo. Esse é o mundo ao qual pertencemos. Ou seria, o mundo que pertence a nós. O mundo que conquistamos.

Foto: Mauriane e Luiz.

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Não importa. O descrito não é um cenário qualquer. É o quintal da nossa casa. É o estilo de vida que escolhemos para ser o nosso. Sonhamos com ele por anos e anos. E fomos capazes de tornar o nosso sonho realidade. Não é um período sabático.

Pessoalmente, não temos a intenção de estabelecer um prazo para essa aventura. Percebemos que, se tivéssemos tudo que possuíamos e o necessário para viver dentro da nossa própria casa, além da capacidade de carregar tudo isso conosco, não sentiríamos vontade de acelerar o passo e voltar para o conforto do nosso lar. Poderia ser um motor home. Mas somos do mar. Então, transformamos um barco a vela na nossa casa flutuante e itinerante. E o mar se tornou a nossa estrada e essa viagem, a nossa vida.

Foto: Mauriane e Luiz.

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É muito fácil encontrar barcos por aí. Novos ou usados. Entretanto, o barco ideal para viver esse tipo de aventura, tem que ser aquele que, assim que você colocar os seus olhos e os seus pés nele, você sinta que deve ser seu. Tem que ser bonito, confortável e espaçoso. Dentro e fora. Mas, sobretudo, tem que ser seguro. Afinal, você espera viajar milhares de milhas com ele, nas mais diversas condições de mar e nada de errado pode acontecer. Especialmente porque as coisas erradas nesse caso, sempre acontecem no meio do nada.

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Foto: Mauriane e Luiz.

O barco que escolhemos é de fabricação francesa, um catamarã Lagoon 380s2. Um dos modelos mais construídos de toda a história. Optamos pelo catamarã por ser bem mais confortável que um monocasco, seja em navegação seja na ancoragem.

O seu pequeno calado nos permite navegar com segurança em lugares mais rasos e o fato de ser construído com vários compartimentos estanques, o torna praticamente inafundável.

O espaço interno e externo e o aproveitamento de cada cantinho é impressionante. Tudo vira armário ou gaveta.

A área de convívio é espetacular: temos quatro cabines, dois banheiros, a sala com a cozinha, a varanda de popa ou cockpit e o trampolim, nosso lugar preferido ao por do sol. Além disso, os céus mais estrelados, o maior quintal e a maior piscina de borda infinita do mundo.

Foto: Mauriane e Luiz.

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Foto: Mauriane e Luiz.

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Acima de tudo, a nossa viagem tem nos levado para muitos lugares maravilhosos. Lugares remotos que, quando habitados, o são por pessoas singulares, honestas, simples, despretenciosas e com os pés no chão, movidas pelo seu amor pelo mar, pela natureza e pelo próximo. Verdadeiros paraísos na terra. E vai continuar assim até que encontremos algo que nos encante tanto, tanto, que nos impeça de o deixar.

Foto: Mauriane e Luiz.

Foto: Mauriane e Luiz.

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Foto: Mauriane e Luiz.

Foto: Mauriane e Luiz.

Foto: Mauriane e Luiz.

Nosso barco também pode ser seu!

Tem muitos lugares lindos para serem visitados. E, na nossa opinião, a maioria deles são lugares dos quais nunca ouvimos falar e que não fazem parte das listas dos melhores do mundo.

As ilhas Virgens Britânicas e a cadeia das Exumas nas Bahamas, ambos arquipélagos do Mar do Caribe, são dois exemplos típicos do que acabamos de falar.

Foto: Mauriane e Luiz.

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As Ilhas Virgens Britânicas são um destino paradisíaco que, o fato de ser ainda bastante desconhecido o torna exclusivo. Um arquipélago formado por mais de sessenta ilhas, na sua maioria desabitada, com histórias de piratas, destilarias de rum, mergulhos sem igual em cavernas, rochas e naufrágios, surf, kitesurf, stand up paddle, praias de areia branquíssima e águas de um azul indescritível. Muito agito também, se assim o desejar. Muitos beach bares, marinas e resorts que abrem seus bares e restaurantes para o público. Dentre suas jóias, estão as The Baths, um labirinto de grutas formado por um amontoado impressionante de pedras gigantes, com a água do mar escorrendo entre elas, dando origem a maravilhosas piscinas naturais. E o que dizer de Sandy Cay, uma ilhota de areia branca, banhada pelo mais turquesa dos mares, tão grande quanto quinze minutos de caminhada para rodeá-la (tudo depende da sua pressa!), com alguns coqueiros e que pode ser toda sua, pelo menos por algumas horas.

Foto: Mauriane e Luiz.

Foto: Mauriane e Luiz.

Foto: Mauriane e Luiz.

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Já a cadeia das Exumas, é um destino ainda mais exclusivo. Um arquipélago com mais de trezentas ilhotas, que faz parte das Bahamas, localizado em cima de um banco de areia tão grande, possível de ser visto do espaço. Essa condição deu nome à região: Bahamas significa baixios. A navegação em águas tão rasas é um espetáculo a parte. A diversidade de azuis é incontável e, somado aos inúmeros bancos de areia, formam um cenário natural inigualável. É um destino para amantes da natureza. Apesar das paisagens de cinema, não tem agito. É o caso do Thunderball Grotto, a gruta que fez parte do filme do 007 com o mesmo nome e, Warderick Wells, um parque marinho onde você acaba sendo parte do caleidoscópio unicamente em tons de azul que o rodeia. Vida marinha? Super abundante. Arraias, golfinhos, peixes das mais variadas cores e tamanhos, muitos corais coloridos, cavalos marinhos e até tubarões.

Foto: Mauriane e Luiz.

Foto: Mauriane e Luiz.

Você pode velejar conosco a bordo do Cascalho. É só marcar suas férias, escolher seu destino e entrar em contato conosco.

Quem somos nós!

Luiz Fernando, nasceu em Santos, São Paulo, formado em Análise de Sistemas e empresário na área de Recursos Humanos.

Mauriane, nasceu em São José do Cedro, Santa Catarina, formada em Odontologia, trabalhava no seu próprio consultório.

Foto: Mauriane e Luiz.

Foto: Mauriane e Luiz.

Aproveitando uma oportunidade que a vida nos deu, decidimos largar tudo e girar o mundo a bordo de um veleiro.

As vésperas de completar três anos de vida no mar, já somamos em nosso curriculum, mais de dezoito mil milhas náuticas navegadas. Navegamos no Mar Mediterrâneo, de Roma até Gibraltar, de onde partimos para a travessia do Oceano Atlântico no sentido norte-sul e leste-oeste, para chegar em Fernando de Noronha, solo brasileiro. Depois descemos toda a costa brasileira, até chegar em Santa Catarina, onde jogamos âncora na baía de Armação do Itapocoroy, mais precisamente numa praia sem areia, só com pedrinhas: a Praia do Cascalho. Lugar onde nasceu a nossa estória juntos e o sonho de viver a vela também. Não por acaso, Cascalho foi o nome que escolhemos para batizar o nosso barco.

Foto: Mauriane e Luiz.

Foto: Mauriane e Luiz.

Subir a costa brasileira novamente, começou em seguida. De lá, chegamos ao Caribe onde já passamos duas temporadas, navegando de uma ilha para a outra. Atualmente estamos nos Estados Unidos, navegando pela Intra Costal Waterway.

Nós temos tão pouco tempo nessa coisa incrível chamada “vida”. Depende de nós tirar o melhor dela. Esperamos vê-lo em algum lugar da nossa estrada e da nossa história.

Nossos contatos:

Mauriane e Luiz.

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Texto, fotos e vídeos reproduzidos pela SailBrasil Vida de Cruzeiro com autorização dos autores.

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About Max Gorissen
Sailor, writer and editor, in that order...

1 Comment

  1. Prezados,

    Bom dia.

    Primeiro quero parabenizá-los por essa decisão de valorizar tanto a vida, de maneira vivê-la de uma maneira tão bela e incrível. Meus sinceros parabéns e votos de contínuo sucesso nessa empreitada.
    Nossa sociedade tem um “modus” de vida praticamente formatado. Onde trabalhamos até não podermos mais para consumirmos o máximo de bens que pudermos. O “sucesso” e a felicidade estariam diretamente relacionados ao ter e não ao ser. O que acredito ser, no mínimo, um desperdício de vida. Mas, por favor, não me interpretem mal. Acredito que o capitalismo mostrou-se, até os dias de hoje, o melhor sistema econômico para a vida em sociedade, desde que esteja vinculado à meritocracia.
    Eu e minha esposa planejamos, um dia, poder sair em uma aventura dessas. Levar uma vida voltada para o ser. Desconectarmo-nos, pelo menos um pouco, do dia a dia tarimbado de obrigações, que, na verdade, não são nossas, mas impostas por uma forma de vida.
    Não temos nenhuma vivência em embarcações. Amamos o mar, nadamos, mergulhamos, mas sempre com guias ou pessoas mais experientes. Nunca velejamos, mas algo nos diz que essa será nossa vida em um futuro não tão distante.
    Pessoas como vocês nos inspiram a conquistar esse sonho.
    Muito obrigado por compartilhar suas experiências conosco.

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