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Scheidt e Borges velejam na flotilha prata no Campeonato Europeu

Scheidt e Borges em ação (Divulgação)

Scheidt e Borges em ação (Divulgação)

Bicampeão olímpico e seu proeiro tiveram um dia difícil na competição disputada em Kiel, na Alemanha, e não conseguiram vaga entre os 20 primeiros que iniciam a flotilha ouro

São Paulo (SP) – Robert Scheidt e Gabriel Borges voltaram a ter um dia difícil no Campeonato Europeu de 49er, disputado no Kieler Yacht-Club, em Kiel, na Alemanha. Nesta terça-feira (1), a dupla brasileira não velejou bem e obteve um 23º e um 18º lugares. Com isso, terminou a fase de classificação na 42ª colocação, com 114 pontos perdidos. Nesta quarta-feira (2), o bicampeão olímpico e seu proeiro colocam novamente o barco novo na água (é a competição de estreia do equipamento) para iniciar a disputa da flotilha prata.

Scheidt e Borges precisavam ganhar pelo menos 21 posições para se colocar entre os 20 melhores e avançar para a flotilha ouro. “Infelizmente não velejamos bem. Disputamos duas regatas com vento fraco e conseguimos imprimir boa velocidade. Porém, na primeira regata, tivemos o azar de colidir com outro barco a poucos segundos da largada. Ficamos muito atrás e, como a prova era curta, não tivemos tempo para recuperação. Na segunda, nós optamos por uma estratégia ousada, mas não funcionou. Arriscamos muito para um lado e o vento foi mais para o outro”, explicou o bicampeão olímpico, patrocinado pelo Banco do Brasil e Rolex, com os apoios do COB e CBVela.

Mesmo sem chances de lutar pela medal race do Campeonato Europeu, Scheidt está longe de desanimar em sua primeira temporada na classe 49er. “É fato que velejamos bem abaixo do que podemos nesses dias aqui em Kiel e dá para melhorar muito. Agora é aproveitar a oportunidade de ganhar experiência na flotilha prata, que promete ser muito forte, porque vários iatistas de alto nível também não se classificaram. Vamos em busca de mais experiência de competição para aprimorar nossa velejada e nosso ritmo”, disse o maior medalhista do país em Olimpíada- com cinco pódios – e que recentemente esteve na Alemanha para a Kieler Woche, tradicional Semana de Vela de Kiel, onde conseguiu o 17º lugar.

Considerado uma prévia do Mundial – que será disputado a partir do dia 28 deste mês, em Portugal – o Campeonato Europeu reuniu 92 barcos na primeira fase. Após nove regatas, a liderança é dos britânicos Dylan Fletcher-Scott e Stuart Bithell, com 25 pontos perdidos. Além de Robert Scheidt e Gabriel Borges, o Brasil conta com mais duas duplas na disputa da flotilha prata. Carlos Robles Lorente e Marco Grael estão na 33ª colocação na classificação geral, enquanto Dante Bianchi e Thomas Low-Beer ocupam o 34º lugar.

Desafio – Aos 44 anos e consagrado na Star e Laser, Scheidt disputa sua primeira temporada na 49er. Encara o desafio de velejar em um barco maior, mais veloz e com estratégias diferentes a fim de iniciar um novo ciclo olímpico, visando os Jogos de Tóquio, em 2020. Com isso, sabe que as dificuldades fazem parte do processo de adaptação às características da nova classe. E reconhece estar evoluindo gradativamente, muito auxiliado pelo proeiro Gabriel Borges.

Crescimento – A evolução de Robert na 49er pode ser comprovada pelo seu desempenho. Na Copa Brasil, no início de março, em Porto Alegre, venceu quatro regatas, as primeiras na nova categoria, conquistando a medalha de prata. Antes de competir em águas brasileiras, disputou a etapa de Miami da Copa do Mundo de Vela, em janeiro. E conseguiu o 16º lugar na disputa que reuniu 26 barcos com os melhores iatistas do planeta. Na Miami Mid Winters, também no início de 2017, obteve o 11º lugar no campeonato que envolveu 17 competidores. No final de março, correu o Troféu Princesa Sofia e novamente fez um 11º lugar.

Maior atleta olímpico brasileiro

Cinco medalhas:

Ouro : Atlanta/96 e Atenas/2004 (ambas na classe Laser)

Prata : Sidney/2000 (Laser) e Pequim/2008 (Star)

Bronze : Londres/2012 (Star)

176 títulos – 86 internacionais e 90 nacionais, incluindo a Semana Internacional do Rio, o Campeonato Brasileiro de Laser e a etapa de Miami da Copa do Mundo, todos em 2016

Laser – Onze títulos mundiais – 1991 (juvenil), 1995, 1996, 1997, 2000, 2001, 2002*, 2004 e 2005 e 2013

*Em 2002, foram realizados, separadamente, o Mundial de Vela da Isaf e o Mundial de Laser, ambos vencidos por Robert Scheidt

– Três medalhas olímpicas – ouro em Atlanta/1996 e Atenas/2004, prata em Sydney/2000

Star

– Três títulos mundiais – 2007, 2011 e 2012*

*Além de Scheidt e Bruno Prada, só os italianos Agostino Straulino e Nicolo Rode venceram três mundiais velejando juntos, na história da classe

– Duas medalhas olímpicas – prata em Pequim/2008 e bronze em Londres/2012

Mais informações:

Site: www.robertscheidt.com.br

Twitter: @robert_scheidt

Facebook: Robert Scheidt

 

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