Scheidt embarca para o Japão em busca da vaga para a sétima olimpíada

Dono de duas medalhas na maior competição esportiva do mundo, velejador viaja com antecedência para um período de aclimatação visando o Campeonato Mundial da Classe Laser, seletiva para os Jogos de Tóquio/2020, a partir de 3 de julho

São Paulo (SP) – Robert Scheidt embarca nesta segunda-feira (24) para o Sakaiminato, no Japão, onde fará um período de aclimatação antes da estreia no Campeonato Mundial da Classe Laser, dia 3 de julho (as regatas começam no dia seguinte). O bicampeão olímpico vai em busca da classificação para representar o Brasil nos Jogos do Tóquio, em 2020. Para atingir seu objetivo, precisa ficar no top 18 da competição de altíssimo nível e que reunirá 160 barcos.

“É uma viagem longa, dura e com muito fuso. Por isso, vou chegar uma semana antes para fazer uma boa aclimatação. Afinal, sempre é um desafio saber dosar o quanto treinar antes para chegar bem preparado e não muito cansado. Além disso, fazer um bom reconhecimento da raia é importante”, explica o maior medalhista olímpico do Brasil, com cinco pódios, que é patrocinado por Banco do Brasil e Rolex e conta com o apoio do COB e CBVela.

Scheidt chega para o Mundial embalado pelo título europeu da classe Star. “Apesar de ser outra categoria, é sempre bom voltar a vencer uma competição grande e de alto nível. Isso motiva bastante para essa reta final de preparação para o Mundial. Foi uma emoção grande”, conta Robert, que formou dupla com Henry Boenning, o Maguila, no campeonato disputado no Lago Di Garda, na Itália, onde mora com a família e de onde embarca diretamente para o Japão.

Robert Scheidt é bicampeão olímpico na classe Laser (Divulgação)


O bicampeão olímpico vai em busca da sexta medalha, a quarta na Classe Laser, na qual acumula os ouros em Atlanta/1996 e Atenas/2004 e uma prata (Sidney/2000). Se conseguir a classificação, Scheidt será o recordista brasileiro em participações em Olimpíadas, com sete no currículo.

O Campeonato Mundial será a terceira grande competição de Scheidt em seu retorno à classe Laser. Entre o final de março e início de maio, disputou o Troféu Princesa Sofia e a Semana de Vela de Hyères. O brasileiro tem apresentado evolução constante na classe Laser. Em ambas as disputas, ficou a apenas uma posição da medal race. “Tenho trabalho muito para melhorar a velejada e tenho conseguido evoluir em vários aspectos. As largadas, por exemplo, são um ponto muito importante”, explica.

Maior atleta olímpico brasileiro

Cinco medalhas:
Ouro : Atlanta/96 e Atenas/2004 (ambas na Classe Laser)
Prata : Sidney/2000 (Laser) e Pequim/2008 (Star)
Bronze : Londres/2012 (Star) 

181 títulos – 89 internacionais e 92 nacionais, incluindo a Semana Internacional do Rio, o Campeonato Brasileiro de Laser e a etapa de Miami da Copa do Mundo, todos em 2016. Em novembro de 2017, pela Star, conquistou a Taça Royal Thames e, neste domingo, o Europeu de Star.

Laser– Onze títulos mundiais – 1991 (juvenil), 1995, 1996, 1997, 2000, 2001, 2002*, 2004 e 2005 e 2013
*Em 2002, foram realizados, separadamente, o Mundial de Vela da Isaf e o Mundial de Laser, ambos vencidos por Robert Scheidt
– Três medalhas olímpicas – ouro em Atlanta/1996 e Atenas/2004, prata em Sydney/2000

Star– Três títulos mundiais – 2007, 2011 e 2012*
*Além de Scheidt e Bruno Prada, só os italianos Agostino Straulino e Nicolo Rode venceram três mundiais velejando juntos, na história da classe
– Duas medalhas olímpicas – prata em Pequim/2008 e bronze em Londres/2012

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