Neptunus XIII e Danadão entre os campeões da 53ª Taça Rei Olav

Pentacampeão Mundial, Maurício Santa Cruz fez parte do campeão na classe IRC e novo barco de filho de grande precursor da vela surpreendeu. Membro da família Real norueguesa discursou em cerimônia de entrega de troféus. Campeões da Copa Brasil 2018 foram premiados

Com a presença de 39 barcos, foram definidos, neste domingo, os campeões da 53ª edição da Taça Rei Olav, evento realizado nas águas da Baía de Guanabara e ilhas próximas, no Rio de Janeiro e Niterói, com sede e organização no Iate Clube do Rio de Janeiro, na Urca.

Foto: De azul André Mirsky, comandante do Neptunus XIII
Foto: De azul André Mirsky, comandante do Neptunus XIII

O evento é um dos mais tradicionais do cenário carioca e nacional da vela oceânica, *com supervisão da ABVO, Associação Brasileira de Veleiros de Oceano, *sendo os campeões definidos nas classes ORC, IRC e BRA RGS (A e B) com a disputa de três regatas, uma no sábado,dia 17, e mais duas neste domingo com disputas primeiro em regata Barla-Sota e na sequência com Regata de Percurso partindo do Morro da Viúva, passando pela Boa Viagem, em Niterói, depois a boia sul da Diretoria de Hidrografia e Navegação (Marinha do Brasil), e voltando ao Morro da Viúva.

Na classe ORC o barco Neptunus XIII foi o campeão somando uma vitória no sábado e dois segundos lugares no domingo ficando um ponto a frente do Sorsa III que venceu uma das regatas de domingo. 

“A gente está feliz pois foi a estreia do barco. Tínhamos um barco HPE 30 com Neptunus HP que é tradição do meu pai ser fita azul (primeiro a cruzar a linha de chegada) e um HPE30 não tem condições de ser fita azul e pra mim era meio frustrante e sempre quis ter um barco maior e um Soto 40 é um barco que briga pela fita azul. Por mais que não tenhamos sido fita azul brigamos o tempo todo com o Sorsa ganhamos deles no tempo corrigido. Legal que resgata a tradição do meu pai de ficar na frente. Decidimos correr a regata na terça-feira e foi correria pra emitir certificado, juntar tripulante,consegui manter boa parte da tripulação que tínhamos no outro barco, consegui trazer um pessoal que estava de fora pois o outro eram 6 e esse são 10 pessoas. São vários benefícios que esse barco traz além dos já citados, ainda tem mais espaço para levar família, ainda estamos um degrau atrás do Crioula 29 e o barco do Eduardo Souza Ramos (Krishna Pajero)”, disse André Mirsky, comandante do barco que planeja disputar eventos em Niterói além do Circuito Rio e a Preben Schmidt e Neptunus no fim de ano. André Mirsky é filho de Sérgio Mirsky um dos precursores da vela do Brasil e maior fita azul da história do país* na vela de oceano. *André já competiu em eventos mundiais incluindo a Volvo Ocean Race no barco Brasil I em 2005.

À direita de branco Maurício Santa Cruz, membro do Danadão e pentacampeão Mundia, à esquerda de verde e boné branco Lars Grael, 3º lugar com o Tangará IIl
À direita de branco, Maurício Santa Cruz, membro do Danadão e pentacampeão Mundia, à esquerda de verde e boné branco Lars Grael, 3º lugar com o Tangará IIl

Na classe IRC, o barco Danadão comandado por Guilherme Raffare, conquistou o título somando um terceiro lugar e uma vitória no domingo. O barco ficou a frente do Manga Wiki e do Tangará II, do medalhista olímpico Lars Grael, que pela primeira vez competiu na classe. O barco de Lars venceu a segunda regata, mas ficou em sétimo na final.

Maurício Santa Cruz, pentacampeão mundial, sendo quatro vezes na J-24 e mais uma na Snipe, e bicampeão Pan-Americano em 2007 e 2011, é um dos destaques na tripulação do Danadão e comemorou o resultado positivo: “Uma semana muito difícil, vento terral,*variando muito, velejamos bem na última regata e conseguimos a vitória. O vento foi acabando e conseguimos chegar e o restante ficou parado, parte tática foi fundamental, *nas manobras a tripulação foi muito bem, ajudou a montar um bom desempenho”, disse Maurício que destacou o ano positivo do Danadão que foi campeão Brasileiro IRC ABVO em Búzios (RJ) , vencedor da Taça Comodoro, da Regata de Aniversário de 99 anos do ICRJ e segundo lugar na Semana de Vela de Ilhabela (SP). O barco é o segundo no ranking da Copa Brasil 2019 atrás apenas do santista Rudá: “É o primeiro ano do projeto, cada vez vamos melhorando, desenvolvendo novas coisas, vela, para o próximo ano queremos melhorar ainda mais, o futuro da vela mundial hoje é o IRC, nossa ideia é velejar o Mundial ano que vem em Rhode Island, Newport, nos Estados Unidos”. O Danadão disputará o Circuito Rio e o Rolex em Punta del Este, no Uruguai ainda nesta temporada.

Melhores barcos de 2018 são premiados

A cerimônia de premiação da Taça Rei Olav contou com a presença de Haakon Lorentzen, que competiu em seu barco, o Duma (terminou em 5º na ORC). Haakon é neto do Rei Olav que dá nome a competição criada em 1967 em sua homenagem. Ele foi medalhista de Ouro em 1928 em Amsterdã, na Holanda, e disputou a regata em 1968 em uma visita ao Rio de Janeiro. Olav V foi Rei da Noruega de 1957 até 1991, um dos mais populares do país nórdico. Genro do Rei Olav,  Erling Lorentzen, empresário norueguês radicado no Rio de Janeiro, se destacou no barco Saga, um dos mais competitivos e vencedores da competição. 

“Tivemos o Saga I, II e III, este nome significa histórias dos vikings que descobriram a Islândia que era verde e Groenlândia que era branca fez história tirando 2º  nas Bermudas em 1972 e depois 
ganhando a Fast em 1973. Muito feliz em poder competir de novo e ano que vem meu pai Erling estará aqui”, disse Haakon.

A cerimônia, regada à cerveja, pizza e salgados e muita animação, teve a premiação da Copa Brasil 2018 da ABVO com o barco do ano para o Bravíssimo IV de Luciano Secchin, do Espírito Santo, vencedor na classe ORC. O Maestrale ficou em segundo lugar seguido pelo gaúcho Crioula 29. 

“Muito bom poder levantar o título aqui, esse ano está difícil, estamos com barco novo, mas quem sabe conseguimos acertar de novo para 2020, fazer a base”, disse Luciano que em 2019 compete com o +Bravíssimo. Na classe IRC o título ficou com o barco de Santos, o Rudá, seguido por dois outros da cidade, o Asbav IV e o Asbar II. Na classe BRA-RGS o primeiro ficou com o Zeus seguido pelo Dorf e pelo Sargaço. Na classe Clássicos título para o Madrugada e quatro empatados em segundo lugar, o Aires III, Kamaiura, Vendetta  e o Brazuca.

“Nós da ABVO agradecemos imensamente ao Iate Clube do Rio de Janeiro por nos ceder espaço da premiação da Taça Rei Olav para fazer a premiação da Copa Brasil de 2018, estamos muito felizes pela parceria”, disse Adalberto Casaes, comodoro da ABVO.  

RELAÇÃO DOS CAMPEÕES TAÇA REI OLAV 

ORC

1 Neptunus XIII 5,00 
2 Sorsa III  6,00 
3 Santa Fé V 9,00 
4 Bicho Grilo 13,00 
5 Duma 14,00 
6 Maestrale 16,00 
7 Miragem 22,00 
8 Vesper / Fire & Forget 24,00 
9 Avanti 26,00 
10 Samurai Rio 33,00   

IRC

1 Danadão 6,00 
2 Manga Wiki 11,00 
3 Tangará II 13,00 
4 The Punisher 14,00 
5 Klimax 17,00 
6 Tahiti Nui 18,00 
7 Esculacho 25,00 
8 Lady Milla 25,00 
9 Ah Moleque 25,00 
10 Minna I 30,00 
11 Saravah 32,00 
12 Dacha 6 34,00  

BRA RGS A

1 Cristalino 4,00 
2 Mano’s Chopp 6,00 
3 Loren C 9,00 
4 No Brainer 12,00 

BRA RGS B

1 Faca Amolada 8,00 
2 Aquarius 9,00 
3 DORF 11,00 
4 Eurus 16,00 
5 Pioneiro 23,00 
6 Kha raka  24,00 
7 Sirius 29,00 
8 CL DURF 33,00 
9 Carcara 33,00 
10 Mergulhão 34,00 
11 Sal da Terra  36,00 
12 Marreco 39,00 
13 Blue Moon 42,00  

Fotos: copabrasil (Luciano Secchin de branco levanta o troféu da Copa Brasil como melhor barco de 2018) / premiacaoorcolavgd (De azul André Mirsky, comandante do Neptunus XIII) / premiacaoircreioavgd (à direita de branco Maurício Santa Cruz, membro do Danadão e pentacampeão Mundia, à esquerda de verde e boné branco Lars Grael, 3º lugar com o Tangará IIl) 

Mais Informações e credencimento com Fabrizio Gallas – (21) 994004061 ou tenisnews@gmail.com

De: Gallas PressPara – Divulgação – Vela
19/08/2019

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