Scheidt mostra consistência e está perto da medal race do evento-teste para Olimpíada de Tóquio

Bicampeão olímpico fez um 5° e 7° lugares nas regatas desta terça-feira (20), em Enoshima e subiu para oitavo lugar no Read Steady Tokyo. Nesta quarta-feira (21), ele volta ao mar para as duas últimas provas na fase de classificação no Japão

São Paulo (SP) – Após dois dias de problemas com a juria, Robert Scheidt velejou de forma consistente e agora está perto de conquistar uma vaga na medal race da Read Steady Tokyo, que será nesta quinta-feira (22). Nesta terça-feira (20), em Enoshima, no Japão, o bicampeão olímpico velejou entre os top 10 e cruzou a linha de chegada em 5° e 7° lugares. Com isso, subiu para o oitavo lugar na classificação geral do evento-teste para os Jogos de Toquio/2020, com 68 pontos perdidos.

Para garantir o direito de disputar a regata da medalha, Scheidt precisa manter a regularidade nas duas últimas provas da fase de classificação, marcadas para esta quarta-feira (21). “Após duas penalidades e ser obrigado a me retirar ontem (segunda-feira), consegui reagir e fazer duas boas regatas e subi na tabela geral. Amanhã (quarta) teremos um dia importante, mas a velocidade do barco está boa. Todo mundo já teve pelo menos uma regata ruim aqui no Japão, com altos e baixos, e vou dar o meu melhor para seguir velejando com regularidade”, explicou atleta, que é patrocinado pelo Banco do Brasil e Rolex e conta com o apoio do COB e CBVela.

Quando fala em altos e baixos, Robert cita os seguidos problemas que viveu com a juria em Enoshima. No domingo, levou uma bandeira amarela pela regra 42, na qual os juízes entendem que o velejador usou o movimento do corpo para aumentar a velocidade do barco, ação conhecida por bombear. No dia seguinte, voltou a ser penalizado pelo mesmo motivo e foi obrigado a se retirar da última de três regatas. “Fiquei bem chateado, especialmente na segunda-feira, quando estava velejando de forma super conservadora. Ainda preciso entender melhor em que ponto o júri está interpretando o regulamento e o que preciso mudar para isso não ocorrer mais, pois nas outras três competições, desde que voltei à classe Laser, não havia passado por isso”, comentou.

Scheidt está classificado para os Jogos de Tóquio e é o único brasileiro entre os 35 barcos que disputam o evento-teste em Enoshima. Porém, ainda precisa esperar a convocação final para a delegação brasileira para confirmar presença na Olimpíada de 2020. De acordo com o critério da Confederação Brasileira de Vela (CBVela), ele só perde a vaga se outro atleta do Brasil subir ao pódio no Mundial da Laser em 2020.

Quarto passo – O Ready Steady Tokyo é a quarta grande competição de Scheidt em seu retorno à classe Laser, após cerca de dois anos afastado. E pode ser encarado como o quarto degrau para disputar a sétima Olimpíada da carreira. Ele já fez história ao garantir índice para os Jogos de Tóquio/2020 com o 12° lugar no Campeonato Mundial da Classe Laser 2019, em Sakaiminato, no Japão, dia 9 de julho. Agora, quer mais. Quer evoluir para ter condições de lutar pelo pódio no Japão. Se conseguir, vai acrescentar mais uma medalha a sua coleção de cinco, o que já faz dele o recordista do Brasil em número de medalhas olímpicas, junto com Torben Grael.

Maior atleta olímpico brasileiro

Cinco medalhas:
Ouro : Atlanta/96 e Atenas/2004 (ambas na Classe Laser)
Prata : Sidney/2000 (Laser) e Pequim/2008 (Star)
Bronze : Londres/2012 (Star) 

181 títulos – 89 internacionais e 92 nacionais, incluindo a Semana Internacional do Rio, o Campeonato Brasileiro de Laser e a etapa de Miami da Copa do Mundo, todos em 2016. Em novembro de 2017, pela Star, conquistou a Taça Royal Thames e, neste domingo, o Europeu de Star.

Laser– Onze títulos mundiais – 1991 (juvenil), 1995, 1996, 1997, 2000, 2001, 2002*, 2004 e 2005 e 2013
*Em 2002, foram realizados, separadamente, o Mundial de Vela da Isaf e o Mundial de Laser, ambos vencidos por Robert Scheidt
– Três medalhas olímpicas – ouro em Atlanta/1996 e Atenas/2004, prata em Sydney/2000

Star– Três títulos mundiais – 2007, 2011 e 2012*
*Além de Scheidt e Bruno Prada, só os italianos Agostino Straulino e Nicolo Rode venceram três mundiais velejando juntos, na história da classe
– Duas medalhas olímpicas – prata em Pequim/2008 e bronze em Londres/2012

Foto em destaque: Scheidt velejou com regularidade e subiu para oitavo lugar (Cecilia Yoshizawa / Divulgação)

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