Veleiro Barba Negra #67 – Camamu e meu primeiro aniversário a bordo

Entramos em Camamu com a ideia de jogar a âncora e ficar por lá pelo menos 20 dias. O lugar é tão lindo que merecia uma parada diferenciada. A princípio, mais uma ancoragem em rio, com maré enchendo e vazando e tivemos nosso primeiro encalhe (pensando bem, já tínhamos encalhado em Rio Grande). Mas dessa vez nós, que estávamos muito perto do mangue encalhamos e o Gentileza que tinha jogado 40 metros de corrente girou e veio pra cima do Barba Negra. Como ele tinha chegado primeiro, mudamos a ancoragem para mais pra trás.

Lugares onde ficamos mais tempo nos permitem ter uma rotina a bordo: acordar, tomar café olhando o mangue, fazer algum trabalho no barco, ir para o barco de algum amigo tomar outro café da manhã (ou fazer uma romaria de cafés da manhã em vários barcos) e combinar o almoço ou algum barzinho mais tarde. Nossos dias foram assim, pura tranquilidade e alegria.

Fizemos um churrasco na casa do André, que abriu as portas para a Farofeno, colheu cocos dos coqueiros para nos dar, nos levou para conhecer Taipu… É claro que quem vive uma vida como a nossa é um apaixonado pela natureza. Mas o que me encanta mesmo são as pessoas! Como a gente encontra gentileza nos lugares, quanta receptividade!

É claro que nem tudo são flores. Tomamos um baita susto quando ladrões invadiram o Guruçá para roubar dinheiro. Foi uma situação horrível! Eu dormi trancada todos os dias e, cada vez que o Sergio saía eu ficava trancada quando estava sozinha! Mas aos poucos essa sensação de vulnerabilidade e insegurança foram passando. Fomos esquecendo enquanto observávamos as revoadas de pássaros e organizávamos churrascos na prainha do canal.

Fiz meu primeiro aniversário a bordo. Passei o dia um pouco melancólica, pensando na família que estava longe e nos amigos que gostaria que também estivessem por perto. Mas minha melancolia ficou para trás quando vi as pessoas se mobilizando para fazer bolo e organizar os ingredientes das pizzas com todo carinho. Que noite deliciosa!!! O Barba Negra atingiu sua lotação máxima: 25 pessoas. Era preciso escolher entre ficar lá dentro ou lá fora, não dava para trançar pra lá e pra cá…

Mas no dia seguinte, uma nova ameaça no rádio falando para deixarmos o canal. Pode ser que tenha sido uma brincadeira de mau gosto, mas assustados, decidimos deixar Camamu depois de um almoço rápido no Campinho. Uma pena.

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Abraços e Bons Ventos!

Mariana Schwarz e Sergio Fontana a bordo do veleiro Barba Negra.

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