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Veleiro Ondina

Especificações:

  • Ano de Fabricação: 1951
  • Outros nomes: Analee (Fernando Ferreira), Bermuda (Domingos Giobbi) e Comphetitor
  • Classe: Classe Brasil (também chamada de Mackinac nos USA)
  • Estaleiro: Oficinas do Iate Clube do Rio de Janeiro – RJ
  • Material construtivo: Madeira
  • Armação: Sloop
  • Propulsão: Gray Marine de 25hp
  • Tripulantes/ Passageiros: 
  • Numeral: BL 13
  • Comprimento:  40′ ou 13,30 m
  • Design No.: 
  • Linha d’água (m): 8,42 m
  • Boca (m): 3,06 m
  • Calado (m): 1,80 m
  • Área velica (m²): 64,1 m²
  • Deslocamento (Kg): 10.000 kg
  • Projetista: Sparkman & Stephens
  • Observações: Com Joaquim Belém, venceu duas regatas Santos-Rio, em 1951 e 1952. Já com o nome Bermuda e propriedade de Domingos Giobbi, venceu a Santos-Rio de 1963.

Esta é uma história em desenvolvimento… caso possua informações, contribua!

Projeto Sparkman & Stephens do Classe Brasil, com base nos veleis Mackinac.

O Ondina foi construído para o Dr. Joaquim Belém e foi o primeiro veleiro da Classe Brasil a ficar pronto, sendo varado em 1947, antes dos outros, que estavam sendo construídos no estaleiro Arataca em Florianópolis.

O Ondina possuía um motor auxiliar “Gray” de 4 cilindros, 25 HP, Direct Drive e hélice automática Hyde Windlass de 16 x 7.

O mastro, a retranca e o pau de spinnaker foram encomendados nos Estados Unidos e, suas ferragem, produzidos pela empresa Merriman Brothers.

O mastro possui uma distribuição dos esforços dos estais usando uma ferragem tipo “diamante”, ou “Martingala”, como dizem no sul, que sustenta o fracionamento do estaiamento.


Mastreacao Malago
Repare no mastro de madeira do veleiro Classe Brasil Malagô, quase no topo do mastro, a ferragem tipo “diamante” ou “Martingala” – Foto: Max Gorissen

Apenas como curiosidade (se quiser saber mais clique aqui), os Classe Brasil, uma iniciativa do Sr. Candido Pimentel Duarte, comandante do Vendaval e pai do Sr. Fernando Pimentel Duarte, na época (1946), formou um grupo de 10 interessados na construção de 10 veleiros (apesar de que no final somente foram construídos 9 daquela série).

Enquanto os veleiros tinham suas obras iniciadas no Brasil, foram importados mastros e retrancas de stika spruce, na época, a melhor madeira para mastros e que vieram prontos, com ferragens, estais, esticadores, adriças, etc. Também foram importados os motores, ferragens, parafusos de monel para o costado, etc.

O Ondina, alguns anos depois, foi vendido para a um velejador e arquiteto do Rio de Janeiro – RJ, passando a chamar-se “Ana Lee”, que, pelo que parece, modificou e modernizou o interior do veleiro, tirando a cabine de proa, fazendo uma mesa de navegação junto à escada, instalando quatro beliches no centro, dois altos e dois tipo banco, “limpando” a popa para ficar “sem nada”. Isso tornou o veleiro mais próprio para regatas, aliás, este era mais leve do que os veleiros construídos no estaleiro Arataca e possuía uma linha d’água mais próxima do projeto original.


Ondina, já como Bermuda em 1948

Apenas para esclarecer, os veleiros construídos no estaleiro Arataca ficaram “muito” pesados pelo tipo de madeira usada e, acreditasse, por isso, o Ondina, era nitidamente mais rápido nos ventos fracos.

Posteriormente, o veleiro foi adquirido pelo Sr. Domingos Giobbi e, com o nome “Bermuda”, participou de muitas regatas, inclusive, vencendo a Santos-Rio de 1963, além ter vencido também uma regata Florianópolis- Rio, entre outras.

Novamente vendido, passou a se chamar “Competithor” pelo seu novo proprietário, o Sr. Parquer Gilbert, que participou com o veleiro de algumas regatas “locais”, tipo Rio-Angra e Rio-Itacuruçá, na época, com o costado pintado de azul claro.

Nos meados de 1970, o Sr. Parquer vendeu o Competithor pois havia recebido seu novo veleiro, um Cal 43 importado dos USA, de nome “Seven” e numeral BL-777.

A partir daí a história se perde um pouco (se tiver informações por favor envie para contato@sailbrasil.com.br) e chegamos a 2010 quando fiz a filmagem abaixo, data em que o veleiro aparece novamente com o nome “Bermuda” e abandonado no Estaleiro Tapioca – Reforma Naval em Madeira (Velho Dico Tapioca) na estrada Guarujá-Bertioga no Guarujá – SP.

Infelizmente, em 2016, por causa de sua deplorável condição, o veleiro foi totalmente desmontado e suas madeiras queimadas. As ferragens e a quilha de chumbo foram vendidas para poder ressarcir a marina pelo tempo em que o veleiro ficou abandonado e sem pagamento.

Para maiores informações sobre os veleiros Classe Brasil (estaleiros, outros veleiros, história, design, etc) acesse: https://sailbrasil.com.br/2019/06/03/preservacao-do-patrimonio-maritimo-brasileiro-resgate-dos-classe-brasil/


Principais regatas e sua colocação

RegataPosição
II Buenos Aires-Rio – janeiro de 19506º lugar
Santos-Rio 19511º lugar
Santos-Rio 19521º lugar
Santos-Rio 1963 (com o nome Bermuda)1º lugar

Vídeo

Fiz este vídeo há alguns anos, em 30/09/2010… Na época, pois hoje ele não existe mais, como relato, achava que fora o primeiro Classe Brasil fabricado no Arataca, contudo, este veleiro foi o único da série de veleiros Classe Brasil construído no estaleiro do Iate Clube do Rio de Janeiro.


Matérias da época e fotos

Matéria do Veleiro Classe Brasil (classebrasil) Ondina, copiado da antiga revista Yachting Brasileiro de Janeiro de 1949 e intitulado “Classe Brasil – Lançada ao mar a sua primeira unidade” por Paulo Muniz.

Seguem várias fotos que recebi… algumas constam a autoria, outras, não tinha certeza, contudo, apenas como registro histórico, forma mesmo assim adicionadas… se você for o autor de uma das fotos sem autoria, entre em contato e colocarei imediatamente a devida autoria.

Autor desconhecido: se uma destas fotos for sua, favor enviar seu nome para darmos o devido crédito. Caso queira que retiremos a fotografia favor avisar. E-mail: redacao @sailbrasil.com.br

Esta é uma história em desenvolvimento… contribua!


Cadastro Nacional de Veleiros

Cadastro Nacional de Veleiros Brasileiros (LOA até 100 pés).

Não importa se esses veleiros são de propriedade de indivíduos, organizações, fundos fiduciários ou museus. Também não importa se são novos, usados, estão em péssimas condições, se já foram destruídos ou afundaram.

Não importa se foram produzidos no Brasil ou no exterior, desde que tenham algum tipo de relação com o Brasil… Todos são importantes.

Quer ajudar ou possui informações? Clique aqui para saber como.

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About Redação
Redação do site www.sailbrasil.com.br

1 Comment

  1. Conheci um Classe Brasil, que um amigo estava reformando em Florianópolis. Belíssimo barco. Sou fã dos clássicos, e dos barcos de madeira. Hoje construir e manter um barco destes é complicado, mas as novas técnicas de madeira-epóxi oferecem a possibilidade de ter um barco de madeira com manutenção mínima, menor peso, e toda a beleza e conforto de um barco de madeira.

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