Velejando em Ubatuba: Saco da Ribeira

Vamos falar sobre um dos lugares mais lindos do Brasil para quem veleja: o Saco da Ribeira e a região de Ubatuba (ler também o artigo: Viagem de Paraty ao Saco da Ribeira pernoitando pelo caminho).

Centro do turismo náutico de Ubatuba, o Saco da Ribeira, por suas características de formação geográfica, é um excelente abrigo para as embarcações, o que se pode perceber pelo grande número delas ali apoitadas, a maioria veleiros.

As águas abrigadas convidam para um pernoite, sendo complementadas por uma certa infraestrutura de serviços náuticos, marinas e clubes, bares e restaurantes no entorno da baía.

Apenas para esclarecer, uma baía, em proporções menores, também é chamada de “saco”, caracterizando-se por apresentar uma forma arredondada, quase fechada, lembrando a forma da letra “u” ou de uma ferradura.

Saco da Ribeira visto, do topo do mastro, a partir da praia da Ribeirinha.

O Saco da Ribeira

Do lado sul do Saco da Ribeira, há três praias próximas – Ribeira, Ribeirinha e Flamenguinho – que são boas opções de pernoite para qualquer velejador.
Também existem outras praias, embora não tão boas para se pernoitar – praia do Lamberto, Perequê Mirim, Santa Rita, Dionísia e Enseada.

Todas essas praias situam-se dentro do que convencionamos chamar Saco da Ribeira, fazendo, portanto, parte da enseada do Flamengo, onde o Saco da Ribeira está inserido.

Localizado a 14,2 quilômetros ao sul do centro de Ubatuba, o Saco da Ribeira se desenvolveu ao redor do píer público situado na praia de mesmo nome.

Vista do píer com algumas escunas atracadas de popa ou, na direita ao longo do píer.

O píer foi construído na década de 1980, a mando do então governador paulista Paulo Egídio, que “por acaso” tinha residência na Praia do Flamengo e “percebeu” a importância de se construir ali um píer público, que atenderia as necessidades dos barcos pesqueiros da região, incentivando o turismo e dando maior segurança às embarcações de recreio.

Administrado pela Fundação Florestal, órgão ligado à Secretaria Estadual do Meio Ambiente, o píer está muito deteriorado por causa da completa falta de manutenção ou reforma.

Dele partem as escunas de passeios e as pequenas embarcações a motor da Associação dos Usuários do Píer do Saco da Ribeira (Aumar) que fazem o translado dos associados entre o píer e as embarcações apoitadas (Aumar: chamar pelo canal VHF 73: de segunda a quinta-feira o serviço está disponível das 8h às 20h; de sexta-feira a domingo, incluindo feriados, funciona 24 horas).

Além dos passeios de escuna para a Ilha Anchieta, algumas marinas também usam o píer para oferecer aluguel de barcos e lanchas. É também ali que ficam atracados os barcos de pesca e onde os pescadores embarcam e desembarcam os pescados.

Barcos de pesca atracados ao píer.

O Saco da Ribeira fica entre duas das mais famosas e frequentadas praias de Ubatuba: a Enseada e o Lázaro. Em seu lado direito, para quem olha para o mar (sul), abriga uma trilha famosa e muito bonita que vai até a Praia das Sete Fontes (do outro lado ilha), passando pelas praias da Ribeira, Dionísia e Flamengo.

Como mencionado, no bairro do Saco da Ribeira se encontra uma boa infraestrutura náutica, com garagens náuticas, clubes, marinas, base de mergulho e toda uma rede de serviços náuticos, bem como oferta de passeios de escuna e lancha, além de bares e restaurantes.

Caso precise de alguma peça para seu veleiro, existem algumas lojas na área, mas é provável que o velejador acabe tendo de ir a São Paulo para conseguir o que procura – com exceção de peças para mastreação, que podem ser facilmente encontradas na Telesmar, bem em frente ao píer.

Um pouco de história

Os índios Tupinambás foram os primeiros habitantes da região de Ubatuba. Excelentes canoeiros, eles viviam em paz com os índios do planalto, até a chegada dos portugueses e franceses, que tentaram escravizar os indígenas no processo de colonização.

Naquela época, Ubatuba era conhecida como Aldeia de Iperoig, e passou à categoria de vila somente em 1554. Ali, travou-se uma batalha diplomática fundamental para se decidir o futuro do Brasil, pois os portugueses e franceses disputavam a região.

Os Tupinambás e Tupiniquins organizaram-se, formando a Confederação dos Tamoios, e passaram a enfrentar os portugueses. A palavra “tamoio”, oriunda da língua falada pelos Tupinambás, significa “o mais antigo, o dono da terra”, portanto a Confederação era uma união dos índios, verdadeiros donos da terra.

Para evitar o conflito, em 1563 os portugueses convocaram uma dupla de negociadores, os jesuítas Manoel da Nóbrega e José de Anchieta. Nesse mesmo ano, o Padre Anchieta promoveu junto aos índios, liderados por Cunhambebe, a chamada Paz de Iperoig, que impediu os silvícolas de destruir as vilas de São Paulo e São Vicente. Em 14 de setembro de 1563 foi assinado o tratado que, para algumas tribos, significou sua aniquilação; os franceses foram expulsos e os índios, pacificados.

Com a paz firmada, o Governador Geral do Rio de Janeiro, Salvador Corrêa de Sá e Benevides, tomou providências para colonizar a região, enviando os primeiros moradores a fim de garantir a posse da terra para a Coroa Portuguesa.

O povoado conseguiu sua emancipação político-administrativa e foi elevado à categoria de vila em 28 de outubro de 1637, com o nome de Vila Nova da Exaltação à Santa Cruz do Salvador de Ubatuba, tendo como fundador Jordão Albernaz Homem da Costa, nobre português das Ilhas dos Açores.

Os povoadores instalaram-se ao longo da costa, utilizando o mar como meio de transporte.

A pobreza enfrentada pelos primeiros povoadores da região permanece até o final do século XVIII, quando a plantação de cana-de-açúcar permite pela primeira vez que Ubatuba tenha uma economia significativa.

Com o surgimento da economia do ouro, a região do Litoral Norte se transforma em produtora de aguardente e açúcar para o abastecimento das áreas de Minas Gerais, em um novo surto de progresso. Com isso, a Vila de Ubatuba deixa de apresentar como única atividade a agricultura de subsistência.

Em 1787, o presidente da Província de São Paulo, Bernardo José de Lorena, decretou a obrigatoriedade de todas as embarcações do litoral se dirigirem ao porto de Santos, onde os preços obtidos pelas mercadorias eram mais baixos. A partir dessa pressão do governo, Ubatuba entrou em franca decadência e muitos produtores abandonaram os canaviais. Os que ficaram passaram a cultivar apenas o necessário para a subsistência.

A situação só melhorou a partir de 1808, com a abertura dos portos, que beneficiou diretamente a então Vila de Ubatuba. O comércio ganhou impulso, inicialmente com o cultivo do café no próprio município, produto que era enviado para o Rio de Janeiro.

Com a expansão do café para todo o Vale do Paraíba, Ubatuba passa a ser o grande porto exportador, privilegiado pela nova estrada Ubatuba-Taubaté.

Nessa época, a vila ocupava o primeiro lugar na renda municipal do estado de São Paulo. Novas ruas foram abertas e o urbanismo, no sentido moderno, alcançou o município. Assim foram criados o cemitério, novas igrejas, um teatro, chafariz com água encanada, mercado municipal e novas construções para abrigar a elite local.

Foi nesse apogeu que se realizou a elevação de Ubatuba à categoria de cidade, em 1855, e de comarca, em 1872, juntamente com São José dos Campos. Nesse ano, Ubatuba tinha 7.565 habitantes.

Com a construção da ferrovia Santos-Jundiaí, a economia cafeeira, que permitira à vila alcançar o status de cidade, paradoxalmente levou o município a seu declínio, quando o café deslocou-se para o Oeste Paulista, provocando a decadência econômica do Vale do Paraíba e, consequentemente, de Ubatuba, porto de exportação.

De 1870 a 1932, Ubatuba viu-se isolada e decadente, suas terras desvalorizaram-se, as grandes residências transformaram-se em ruínas. Em 1940, Ubatuba se resumia a 3.227 habitantes.

Após um longo período, o Governo Estadual promoveu melhorias na Rodovia Oswaldo Cruz (Ubatuba-Taubaté), passando assim a cidade a contar com uma ligação permanente com o Vale do Paraíba. Com a reabertura da estrada, abre-se um novo campo de desenvolvimento econômico: o turismo.

No início da década de 1950, com a abertura da Rodovia SP-55 – Ubatuba-Caraguatatuba, intensificaram-se o turismo e a especulação imobiliária. Em 1967, Ubatuba foi elevada à categoria de Estância Balneária, culminado com a abertura da Rodovia Rio-Santos, em 1975, quando o turismo se torna a maior fonte de renda do município.

Praia da Ribeirinha. As embarcações, na sua maioria veleiros, ficam em poitas perto da praia.

Ubatuba nos dias de hoje

Hoje Ubatuba pode ser associada ao paraíso – quando se olha da praia em direção ao mar, ou se avistada por quem está na água por entre a vegetação das áreas de floresta e reserva naturais.

Já a parte construída da cidade e dos bairros é horrível… Aliás, toda a região de terra de Ubatuba lembra pobreza e descaso. É uma sucessão de bairros típicos das regiões do Brasil onde o mau gosto na arquitetura, a falta de investimento em infraestrutura e o pouco ou nenhum espaço entre os imóveis dominam a paisagem, enquanto a sensação de sujeira, com as ruas sem asfalto, o mato crescido, o lixo por toda parte, os pontos de ônibus vandalizados, as casas e prédios necessitando de pintura, os fios elétricos apilhados, a falta de meio-fio, entre tantos outros problemas, competem com a beleza das praias e do mar esverdeado a sua frente.

Tirando os condomínios, que invadem e bloqueiam a vista e o acesso às praias, tudo parece descuidado e abandonado… Por isso, fique no veleiro e vá visitar as várias ilhas e praias de Ubatuba, onde também se pode pernoitar. Ali sim é o paraíso!

Praias e baías para ancorar

Por suas características de abrigo, mar, vento, ancoradouros e praias paradisíacas, Ubatuba deveria ser chamada de “Capital da Vela”; contudo, como Ilhabela foi mais rápida e adotou primeiro o slogan, a cidade teve de criar outro jargão turístico, o de “Capital do Surfe”. Sim, o surfe é fantástico na região!

Seja qual for o slogan, Ubatuba é um lugar maravilhoso para velejar.

Velejando no Saco da Ribeira com a Ilha Anchieta ao fundo.

Ali, além do Saco da Ribeira, os melhores lugares para ancorar e pernoitar são: Ilha Anchieta, Ilha das Couves, Ilha dos Porcos, Ilha do Prumirim, Ilha do Mar Virado, Ilha Maranduva, Ilha Redonda, Ilha do Tamanduá, Picinguaba, Praia do Flamengo, Praia Grande do Bonete (Praia Deserto), Praia da Fortaleza, Praia Vermelha, Praia Dura, Praia da Fazenda, Lázaro (Praia Domingos Dias) e a Enseada de Ubatuba (para embarcações de pouco calado).

Apoio às embarcações

Como já mencionado, Ubatuba oferece uma infraestrutura bem básica de apoio, suporte, manutenção e serviços a embarcações, com pequenas indústrias que mais parecem de “fundo de quintal” e marinas, porém nenhum estaleiro. Serviços de puxada de veleiros grandes somente no Centro Náutico Kauai.

Serviços variados são desempenhados por prestadores sem nenhuma capacitação ou certificação, conhecidos apenas pela propaganda boca a boca. Recomendo fazer uma pesquisa antes de contratar qualquer prestador de serviço local.

Praia do Flamengo e suas águas cristalinas.

Embora alguns prestadores de serviço possam ser encontrados no centro de Ubatuba, a grande maioria deles se estabeleceu no Saco da Ribeira, onde podemos encontrar fornecedores de produtos e serviços para as seguintes categorias utilizadas pela ServicosNauticos.com: abastecimento, cabos, carretas, despachante, equipamentos em geral, escolas e cursos, marinas e Iate Clube, ferragens, infláveis, madeiras e marcenaria, mastros, motores, produtos de limpeza, salvatagem, seguros, serviços gerais, tintas e resinas, transportes e delivery, velerias e capas e yacht brokers.

Veleiro Gaia 1 com seu bote de apoio na praia enquanto almoçamos no restaurante na praia do Flamengo.

No entanto, como ocorre com tudo o que é especializado no Brasil – e particularmente no mercado náutico, já que são poucos os fabricantes no território nacional e a maioria das peças e produtos é importada –, os componentes necessários para manter, reformar ou construir sua embarcação devem ser comprados nas cidades de São Paulo ou do Rio de Janeiro e entregues ao prestador de serviço em Ubatuba.

Isso também é recomendável em razão dos preços (em São Paulo ou no exterior eles são mais baratos). Embora alguns componentes e produtos sejam encontrados nas várias lojas de produtos náuticos de Ubatuba, ou mesmo em Caraguatatuba, sua variedade é reduzida e muitas vezes eles estão em falta. Um conselho de quem já precisou reparar veleiro em Ubatuba: compre suas peças e componentes em São Paulo ou no exterior, e leve-os pessoalmente para lá.

Casa colonial na Ribeira, rodeada por farta vegetação e por vários veleiros.

As marinas e o Iate Clube

As marinas e o Iate Clube instalados no Saco da Ribeira estão entre os melhores do Brasil. Porém, dada sua localização em águas rasas, as marinas não têm condição de oferecer a atracação de veleiros de grande calado, somente o Iate Clube.
Os veleiros normalmente ficam em poitas em águas mais profundas administradas por estes ou pelos “marinheiros” autônomos que alugam “poitas próprias” ou de proprietários de outros veleiros, que as deixam aos seus cuidados.

Já as marinas localizadas nas outras praias de Ubatuba atendem apenas pequenas embarcações de pesca ou veleiros do tipo dinghy.

O descaso é total, com várias embarcações há anos “naufragadas” bem em frente ao píer… podiam pelo menos obrigar os proprietários a retirar os destroços.

Apesar de o tipo de embarcação que utiliza as marinas do Saco da Ribeira serem majoritariamente lanchas, a maior parte das embarcações encontradas no Saco da Ribeira são veleiros, que ficam apoitados no entorno das marinas e são mais utilizados por seus proprietários nos finais de semana, quando suas velas hasteadas podem ser vistas em grande quantidade no horizonte.

Praias de Ubatuba

Não vou descrever aqui cada uma das praias de Ubatuba, pois elas são inúmeras – o que já se nota pela lista abaixo –, além, é claro, de que cada uma tem suas próprias características.

As praias de Ubatuba são: Praia Dura, Ilha Anchieta, Ilha das Couves, Ilha do Prumirim, Praia Brava da Almada, Praia Brava da Fortaleza, Praia Brava do Camburi, Praia da Almada e Praia do Engenho, Praia da Enseada, Praia da Fazenda, Praia da Fortaleza, Praia da Lagoinha, Praia da Maranduba e Praia do Sapê, Praia da Sununga, Praia das Conchas (Praia do Lúcio), Praia das Sete Fontes, Praia das Toninhas, Praia de Itamambuca, Praia de Picinguaba, Praia de Santa Rita, Praia do Camburi, Praia do Cedro (ou Cedrinho), Praia do Cedro do Sul e Praia do Deserto, Praia do Cruzeiro, Praia do Estaleiro do Padre, Praia do Félix, Praia do Flamengo, Praia do Itaguá, Praia do Lamberto, Praia do Lázaro, Praia do Léo, Praia do Peres e Praia do Oeste, Praia do Português (Prainha do Félix), Praia do Prumirim, Praia do Puruba, Praia do Tenório, Praia do Ubatumirim, Praia Domingas Dias, Praia Grande, Praia Grande do Bonete e Praia do Bonete, Praia Vermelha do Centro, Praia Vermelha do Norte, Praia Vermelha do Sul e o Saco e Praia da Ribeira.

Existe um canal demarcado para se entrar no Saco da Ribeira e que dá no píer público. Siga as bóias verde e encarnada que, a noite, possuem iluminação.

Além das praias, algumas atrações turísticas

Mirantes, praias (veja acima), trilhas, ruínas, cachoeiras, travessias, atrações históricas: Ubatuba oferece todo tipo de passeio aos mais variados públicos. Do pé na areia ao mergulho na cultura dos vilarejos caiçaras, a cidade proporciona experiências incríveis.

Aquário de Ubatuba

O primeiro aquário privado aberto à visitação pública do país foi fundado em Ubatuba, em fevereiro de 1996, pelo oceanógrafo Hugo Gallo Neto, com o objetivo de atuar na conservação do ambiente marinho, por meio de pesquisas e educação ambiental. Ele fica na Rua Guarani, 859.

Casa da Farinha

Com acesso na altura do quilômetro 12 da Rodovia Rio-Santos, a Casa da Farinha fica no Parque Estadual da Serra do Mar, em uma área conhecida como Sertão da Fazenda (Núcleo Picinguaba). As instalações funcionaram como usina de açúcar e álcool até o final do século XIX. Em 1986, sua roda d’água foi recuperada e, desde então, é utilizada por produtores locais de mandioca.

Vista da trilha que vai até a Praia das Sete Fontes (do outro lado ilha), passando pelas praias da Ribeira, Dionísia e Flamengo.

Igrejas e Capelas Históricas

Se você tem interesse por capelas e igrejas, estas são as que valem a visita em Ubatuba:

  1. Capela Imaculada Conceição – Avenida Padre Manoel da Nobrega, s/n – Perequê-Açu;
  2. Capela Nossa Sra. Aparecida – Estrada do Camburi – Camburi;
  3. Capela Nossa Sra. da Piedade – Rua João Ferreira da Silva, 181 – Praia Barra Seca;
  4. Capela Nossa Sra. dos Navegantes – Praia do Ubatumirim – Ubatumirim;
  5. Capela Santa Ana – Estrada do Bonete – Bonete;
  6. Capela Sant’Ana – Perequê Mirim Praia – Perequê Mirim;
  7. Capela Santa Cruz – Estrada Principal, s/n – Praia do Puruba;
  8. Capela Santa Filomena – Sertão do Araribá – Maranduba;
  9. Capela São Benedito – Estrada do Lázaro – Lázaro;
  10. Capela São Pedro – Estrada BR 101, km 11,5 – Fazenda da Caixa;
  11. Capela São Roque – Rua Osório Antônio de Oliveira, 193 – Prumirim;
  12. Comunidade São Sebastião – Praia Grande do Bonete – Bonete;
  13. Matriz Cristo Rei – Maranduba.
Praia da Ribeirinha.

Ilha Anchieta

O Parque Estadual Ilha Anchieta é um dos principais pontos turísticos de Ubatuba, sendo essa ilha a segunda maior do litoral norte paulista. Seus roteiros são programados e podem ser feitos com o auxílio de agências operadoras locais.

Também é possível optar pelos passeios de escuna que saem da Enseada, do Itaguá e do píer do Saco da Ribeira. Existe uma taxa de visitação, e o roteiro deve ser acompanhado por um monitor ambiental local.

Na ilha, os visitantes podem conhecer sete praias de águas cristalinas, excelentes para a prática de mergulho, além das ruínas de um antigo presídio.

Mirantes

Ubatuba pode ser avistada do alto de vários mirantes, que apresentam estrutura para que o visitante possa curtir as belas paisagens. Alguns deles são: Mirante do Saco da Ribeira, Mirante da Enseada, Mirante da Toninhas e Praia Grande, Mirante do Félix, Mirante da Praia do Meio, Mirante do Ubatumirim e o Mirante da Praia da Fazenda.

Cascata na Praia de Fora na Ilha da Anchieta.

Observação de aves

Ubatuba apresenta uma das maiores diversidades de aves do mundo, abrigando cerca de 565 espécies das mais de 9.700 existentes no planeta, sendo 72 endêmicas. Essa exuberância torna a cidade uma referência mundial nesse segmento de turismo, o bird watching.

Projeto Tamar

Inaugurada em 1991, a base do Projeto Tamar em Ubatuba foi a primeira instalada pela iniciativa de conservação em área de alimentação das tartarugas marinhas no litoral brasileiro. É a única no estado e uma das mais importantes do Brasil, ao lado das de Fernando de Noronha e da Praia do Forte.

O Museu do Tamar de Ubatuba recebe, em média, 100 mil pessoas por ano. Ele conta com uma completa infraestrutura de educação ambiental, informação e lazer, incluindo tanques e aquários, auditório com 30 lugares, espaço para exposições, loja e lanchonete. O museu fica na Rua Antonio Atanázio, 273, em Itaguá.

Despertar ao raiar após uma bela noite de sono na águas calmas do Saco da Ribeira. Maravilhoso!

Rota das Cachoeiras Sul

Um roteiro de apenas duas horas, que começa no extremo sul no bairro Sertão da Quina, a 3 quilômetros da Praia Maranduba, com trilhas de nível fácil, levará você a quatro belíssimas cachoeiras em meio a um paraíso verde de águas límpidas:

  1. Correia: forma uma piscina natural, excelente para um revigorante banho;
  2. Correia 2: esbanja água cristalina e forma uma pequena praia de areias brancas. As duas são indicadas para crianças e idosos, pela facilidade do acesso e das águas rasas dos poços naturais;
  3. Renata: propícia para um banho e contemplação da natureza ao redor;
  4. Poço Verde: a queda d’água forma uma piscina com água verde-esmeralda de tirar o fôlego. É possível parar para um descanso sobre uma grande pedra lisa na lateral do poço.

Rota Indígena

Em Ubatuba há duas aldeias remanescentes de origem Tupi-Guarani e Guarani: a Aldeia Renascer, com 16 famílias, e a Aldeia Boa Vista, com 53 famílias. Em ambas, a população produz e comercializa artesanato como fonte de renda, estando preparada para receber turistas. Elas contam com Casas de Reza e Casas de Artesanato. A visita deve ser agendada.

Rota Quilombola

Os quilombos são vilas onde se reuniam os africanos e afrodescendentes para resistir à escravidão. Neles vivem ainda hoje comunidades quilombolas, que mantêm uma forte ligação com sua cultura e seu passado. Ubatuba preserva algumas comunidades remanescentes de quilombos, como Caçandoca, Camburi, Fazenda e Sertão de Itamambuca.

Sem dúvida, Ubatuba é um lugar que deve ser visitado e, principalmente, com bastante tempo para se aproveitar essa maravilha, deve ser velejado!

Bons ventos!

Max Gorissen

Velejador, escritor e editor SailBrasil… nessa ordem!

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