Barcos chegam aos ventos alísios; Tripulação do Hugo Boss decide cortar a quilha

A tripulação do Hugo Boss disse nesta segunda-feira (04) que, depois de esgotar todas as opções, decidiu cortar a quilha do seu monocasco IMOCA de 60 pés. O barco bateu em um objeto não identificado e acabou abandonando a 14ª edição da Transat Jacque Vabre Normandie Le Havre. 

A regata Transat Jacques Vabre Normandie Le Havre segue equilibrada para as três classes que participam da maior travessia em duplas do mundo, ou seja, IMOCA, Multi50 e Class40. A prova de 8 mil quilômetros entre a França e o Brasil deve conhecer seus primeiros vencedores na quinta-feira (7).

Foto: Transat Jacque Vabre Normandie Le Havre

A organização espera que os primeiros catamarãs da Multi50 concluam a regata em mais três dias. Os três na disputa já chegaram a andar 70% do percurso.

Os IMOCA devem cruzar a linha em Salvador (BA) a partir de sexta-feira (8). Já os Class40 têm uma semana ainda de mar pela frente.

Largaram 59 barcos de Le Havre rumo à primeira capital do Brasil. Ao todo seis abandonaram a regata, sem contar as paradas técnicas.

Foto: Transat Jacque Vabre Normandie Le Havre

Mas, enquanto os barcos não chegam ao destino final na baía de Todos-os-Santos, a disputa segue pelos chamados ventos alísios da divisão entre os hemisférios continua na Transat Jacques Vabre Normandie Le Havre.

Veja as posições atualizadas

Conhecidos também como ventos comerciais, os alísios ocorrem durante todo o mês nas regiões sub-tropicais, sendo muito comuns na América Central.

São ventos úmidos, provocando chuvas nos locais onde convergem, são conhecidos pelas zonas de calmarias equatoriais.

Foto: Transat Jacque Vabre Normandie Le Havre

”Os ventos alísios não são regulares, mas são normais. O que é bom é que há vento, mas isso varia muito em relação à direção. Dessa forma, não ficamos entediados a bordo”.

”Em relação aos Doldrums, olhamos as informações com bastante precisão, sabemos que em dois dias estaremos lá. Estamos à procura de um ponto de entrada de acordo com as previsões”.

”Ainda é um pouco cedo!”, disse Sam Davies, skipper do Iniciatives-Coeur (IMOCA)

Depois dos alísios, será a vez dos barcos negociarem a entrada nos Doldrums, que ainda mais indecifráveis. 

Na prática, a ideia dos primeiros colocados não é ultrapassar a todo custo, mas conseguir entrar e sair mais rápido dessa região do Oceano Atlântico. 

Foto: Transat Jacque Vabre Normandie Le Havre

Quilha ao mar

A tripulação do Hugo Boss disse nesta segunda-feira (04) que, depois de esgotar todas as opções, decidiu cortar a quilha do seu monocasco IMOCA de 60 pés.

O barco bateu em um objeto não identificado e acabou abandonando a 14ª edição da Transat Jacque Vabre Normandie Le Havre. 

“Ontem à noite, Alex e Neal puderam descansar a bordo do Hugo Boss”, disse Ross Daniel, diretor técnico da Alex Thomson Racing.

“Nas primeiras horas da manhã, os skippers retomaram suas tentativas de estabilizar a quilha”.

“Apesar de seus esforços, ficou claro que manter a quilha presa colocaria o barco em grande risco. Com a quilha presa apenas pelo aríete hidráulico e em uma posição instável, havia um sério risco de danos significativos ao casco”.

“Fizemos tudo o que pudemos para preservar a quilha, mas coletivamente determinamos que era muito perigoso mantê-la no lugar”.

“Portanto, com a orientação de nossa equipe em terra, Alex e Neal começaram a cortar o aríete hidráulico para liberar a quilha do barco. Depois de muitas horas, eles tiveram sucesso em seus esforços e a quilha agora não está mais presa ao barco”.

Hugo Boss havia completado pouco mais de um terço do percurso de 4.350 milhas desta regata em duplas para Salvador (BA)

No ranking das 15H (UTC), o barco mais rápido do grupo foi o 11th Hour Racing de Charlie Enright (EUA) / Pascal Bidegorry (FRA).

Foto: Transat Jacque Vabre Normandie Le Havre

O veleiro Charal pode estar na liderança da IMOCA, mas eles estão sentindo o calor que vem por trás dos seus concorrentes, enquanto procuram o melhor ângulo para os Doldrums.

Na noite passada, o 11th subiu duas posições do quinto para o terceiro lugar e estavam apenas uma milha atrás do Apivia.

O 11thHour Racing percorreu 416 milhas nas últimas 24 horas, 48 a mais que Apivia e 28 a mais que Charal, que está 71 milhas à frente.

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Flávio Perez

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Comentários

2 comentários em “Barcos chegam aos ventos alísios; Tripulação do Hugo Boss decide cortar a quilha”
  1. Max Gorissen disse:

    Alex Thompson do Boss fora da competição… pena!

  2. Mac disse:

    O Veleiro IMOCA60 Hugo Boss teve ontem de cortar sua quilha para manter a integridade do casco… Apesar de seus esforços, ficou claro que manter a quilha presa colocaria o veleiro em grande risco. Com a quilha presa apenas pelo aríete hidráulico e em uma posição instável, havia um sério risco de danos significativos ao casco.
    Segundo relatos, fizeram tudo o que podiam para preservar a quilha, mas, coletivamente, com a equipe de terra, determinaram que era muito perigoso mantê-la no lugar. Portanto, com a orientação da equipe em terra, Alex e Neal cortaram o aríete hidráulico para liberar a quilha do barco. Depois de muitas horas, obtiveram sucesso em seus esforços e a quilha agora não está mais presa ao barco… são decisões difíceis de se tomar, contudo, o importante é a preservação da vida e do veleiro…

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