34º Campeonato Brasileiro da Classe Dingue – 15 a 17/11/2019 – Clube Naval Charitas – Niterói – RJ

Tudo pronto para o 34º Campeonato Brasileiro da Classe Dingue, nos dias 15, 16 e 17 de novembro de 2019, no Clube Naval Charitas, em Niterói.

Velejadores de diferentes regiões do país confirmaram presença. Até o momento, 41 barcos estão inscritos. O número deve aumentar até o prazo final das inscrições. Santa Catarina, Paraná, São Paulo, Rio de Janeiro, Espírito Santo, Pernambuco e Distrito Federal estão representados, mas ainda são aguardadas duplas de outros estados.

Ao todo, oito regatas serão realizadas na raia da enseada de Jurujuba em três dias de competição, seguindo as regras internacionais de vela. A prova de abertura será na sexta, 15 de novembro, com largada às 13h. Nos demais dias, as regatas terão início às 12h30m.

Foto: Fred Hoffmann

Entre os favoritos, o casal bicampeão de 2017 e 2018, Hans e Karina Hutzler, de Pernambuco; o pentacampeão Rolf Preben Schmidt, que venceu o campeonato sudeste de Dingue há duas semanas. Ele e o proeiro João Taveira são fortes candidatos à vitória, pois conhecem bem a raia e o ‘humor’ dos ventos que rondam aquele trecho da Baía de Guanabara cercado por morros.

Foto: Fred Hoffmann

Além destes, David Baker e o filho Lucas Miranda, niteroienses que moram em Brasília, terceiros no brasileiro do ano passado; e a dupla Luiz José Júnior e Anísio Silveira, também de Niterói. Estes últimos prometem dar bastante trabalho aos adversários, principalmente depois da vitória na Copa Dingue, preparatória realizada no fim de semana passado (dias 9 e 10, Clube Naval Charitas). Na lista dos que podem ganhar o título também figuram Fabio Alonso e Vicente Cunha Campos; e Luis André Castro e Rafael Valladão   — todos de Niterói — segundo e terceiro lugares no campeonato sudeste. 

Foto: Fred Hoffmann

Nem tudo, porém, é disputa no brasileiro de Dingue. Mais do que uma competição, trata-se de uma festa da classe, com muita rivalidade na água e comemoração no fim das regatas. Um encontro de amigos e famílias que velejam juntas e despertam o gosto pela vela nas novas gerações. Nesse caso, nem sempre o que importa é o nível técnico. O que vale é participar, seja por amor ao esporte ou para ganhar experiência. Flavio Gama (timão) e a esposa Daniela Erthal (proa), do Rio de Janeiro, correrão as regatas levando a bordo a pequena Catherine, de 5 anos. Filha mais velha do casal, Marina Erthal (14), convidou as amigas Julia Arce (15) e Maria Brum (12) – que velejam com ela de Optimist – para formar uma equipe feminina. As três juntas completam o peso mínimo exigido de 120 quilos.

Hans e Karina Hutzler – Foto: Mehane Albuquerque

A presença jovem é uma característica da Classe Dingue, já que o barco é utilizado na iniciação à vela. O Projeto Grael, por exemplo, será representado por uma equipe de 10 alunos, entre 13 e 17 anos. E o Colégio Naval terá uma turma de 18 velejadores – de 16 a 20 de idade. Ambas as equipes lutarão por uma boa posição nas categorias juvenil e sênior. Também é grande o número de mulheres, quase sempre proeiras de seus companheiros, algumas com os filhos a bordo.

Alunos do Colégio Naval – Foto: Mehane Albuquerque

Na classificação geral, os cinco primeiros colocados subirão ao pódio. Haverá, ainda, premiação para os três melhores nas categorias juvenil (até 16 anos), feminina, sênior (de 17 a 44 anos), master (de 45 a 55 anos), grand master (acima de 55), dupla mista (tripulação de sexo oposto), 1.5 (tripulação com peso igual ou acima de 150 quilos) e estreante.

O Campeonato Brasileiro da Classe Dingue tem supervisão técnica da Federação de Vela do Estado do Rio de Janeiro (Feverj), chancela da CBVela e apoio institucional da Holos Brasil.

Rolf Schmidt – Foto: Mehane Albuquerque

SERVIÇO

34º Campeonato Brasileiro da Classe Dingue

Dias 15, 16 e 17 novembro

A partir das 12h

Clube Naval Charitas, Niterói

Av. Carlos Emerlindo Marins nº 3.100, Jurujuba

Patrizia Costanzo e Ronaldo de Moura – Foto: Mehane Albuquerque

SOBRE O DINGUE

O Dingue é o primeiro veleiro monotipo (com regras definidas) projetado e construído no Brasil. Foi criado em 1978 pelo carioca Miguel Pomar para ser um veleiro de baixo custo, ideal para passeios de fim de semana em família, mas possível de ser utilizado também em competições. A primeira regata de Dingue

aconteceu em 1979, na Baía da Guanabara; e em 1981 foi realizado o primeiro Campeonato Brasileiro, também no Rio de Janeiro. Em 1993, deixou de ser produzido e as competições cessaram. Mas, em 1998, voltou a ser fabricado pela Holos Brasil, que tornou-se grande incentivadora da Classe. A nova flotilha conta hoje com mais de mil barcos em diferentes estados brasileiros. Versátil e de fácil manejo, o Dingue também é um barco-escola, ideal para o ensino da vela a crianças, jovens e iniciantes.

Foto de Fred Hoffmann

SOBRE A HOLOS BRASIL

A Holos Brasil é uma empresa de engenharia em materiais compostos, fundada em 1998 por engenheiros navais. Inicialmente voltada para o mercado náutico, hoje está presente em diversos segmentos da indústria, buscando sempre inovação e excelência. Seu portfólio inclui a fabricação de barcos a vela e a remo, peças em fibra de vidro e fibra de carbono; serviços de usinagem, moldes, modelagem computacional, modelagem física, laminação, projetos e reparos navais.

Mehane Albuquerque Ribeiro

MAR Assessoria de Comunicação

(21) 2608-1345 / 98629-8185

mehane.albuquerque@gmail.com

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