Scheidt mostra evolução e ganha posições no Campeonato Mundial da Classe Laser, na Austrália

Bicampeão olímpico veleja melhor no vento forte, consegue um 12° e 10° nas duas regatas disputadas nesta quarta-feira (12) e sobe da 40ª para a 37ª colocação entre 124 velejadores

São Paulo (SP) – O vento entrou com mais força no segundo dia do Campeonato Mundial da classe Laser 2020, no Sandringham Yacht Club, em Melbourne, na Austrália, e Robert Scheidt começa a subir posições. Nesta quarta-feira (12), o bicampeão olímpico conseguiu cruzar a linha de chegada em 12° e 10° nas duas regatas disputadas, uma evolução em relação à estreia. Com isso, foi da 40ª para a 37ª colocação entre 124 velejadores. Nesta quinta-feira (13), ele larga para mais duas provas, as últimas da fase de classificação, lutando para se classificar para a flotilha ouro na fase final.

Robert Schedit em ação no Mundial 2020 (Jon West Photography/Divulgação)

Fiz duas regatas médias nesse segundo dia aqui na Austrália. Não foram nem muito boas, nem ruins. Ainda estou sofrendo um pouco na parte inicial das disputas, não acertei muito as decisões e isso está custando um pouco caro. Mas o campeonato é longo, já melhorei um pouco no vento em popa, que não estava muito bem na estreia do Mundial. É seguir tentando para evoluir a cada dia um pouco mais”, afirmou o maior medalhista olímpico do Brasil, com cinco pódios, que é patrocinado pelo Banco do Brasil e Rolex e que conta com o apoio do COB e CBVela.

A evolução gradual de Scheidt se mostra nos números. Na estreia em Melbourne, ele obteve um 16° e um 11° lugares, terminando o primeiro dia entre os 40 primeiros. Após as regatas desta quarta-feira e com a entrada do descarte, o velejador brasileiro tem 33 pontos perdidos e ganhou três posições na classificação geral. A liderança do Campeonato Mundial é do alemão Philipp Bhul, que venceu as duas provas da sua flotilha (os velejadores estão divididos em três grupos) e tem apenas 3 pontos perdidos. O outro brasileiro na disputa, Gustavo Nascimento, ocupa o 89° lugar.

Classificado para a sétima Olimpíada – recorde entre os atletas brasileiros – Scheidt disputa o Mundial focado em elevar seu nível competitivo visando uma boa participação nos Jogos de Tóquio, a partir de julho. Aos 46 anos, é um veterano diante de velejadores até 20 anos mais jovens em uma classe que exige muito do corpo. “A disputa é dura, com seis dias diretos de competição. Sigo trabalhando para construir uma boa média, evitar grandes erros e avançar para a etapa final, quando o campeonato é realmente decidido”, completou Robert.

Desafio olímpico – Dono de 14 troféus de campeão do mundo – 11 na Laser e três na Star – o bicampeão olímpico retornou à classe Laser em 2019, após quase três anos ausente, desde os Jogos do Rio/2016, onde terminou na quarta colocação mesmo vencendo a medal race. Nesse período de readaptação às novas técnicas e nova mastreação, cumpriu seu objetivo principal, que foi o índice para Tóquio, com o 12° lugar no Campeonato Mundial da Classe Laser 2019, em Sakaiminato, no Japão, em julho.

Robert Scheidt (Divulgação)

Na volta à vela olímpica, Scheidt disputou outras três grandes competições. A última foi o Ready Steady Tokyo, no final de agosto de 2019, em Enoshima, quando terminou em 10° lugar, chegando à medal race pela primeira vez desde que decidiu interromper a aposentadoria da classe Laser. Ele ficou próximo da regata da medalha no Troféu Princesa Sofia e na Semana de Vela de Hyères.

Maior atleta olímpico brasileiro

Cinco medalhas:
Ouro : Atlanta/96 e Atenas/2004 (ambas na Classe Laser)
Prata : Sidney/2000 (Laser) e Pequim/2008 (Star)
Bronze : Londres/2012 (Star) 

181 títulos – 89 internacionais e 92 nacionais, incluindo a Semana Internacional do Rio, o Campeonato Brasileiro de Laser e a etapa de Miami da Copa do Mundo, todos em 2016. Em novembro de 2017, pela Star, conquistou a Taça Royal Thames e, neste domingo, o Europeu de Star.

Laser– Onze títulos mundiais – 1991 (juvenil), 1995, 1996, 1997, 2000, 2001, 2002*, 2004 e 2005 e 2013
*Em 2002, foram realizados, separadamente, o Mundial de Vela da Isaf e o Mundial de Laser, ambos vencidos por Robert Scheidt
– Três medalhas olímpicas – ouro em Atlanta/1996 e Atenas/2004, prata em Sydney/2000

Star– Três títulos mundiais – 2007, 2011 e 2012*
*Além de Scheidt e Bruno Prada, só os italianos Agostino Straulino e Nicolo Rode venceram três mundiais velejando juntos, na história da classe
– Duas medalhas olímpicas – prata em Pequim/2008 e bronze em Londres/2012

Imagem destacada: Scheidt (esq.) luta por posições no segundo dia de regatas (Jon West Photography/Divulgação)

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