Um dia após confirmar vaga para a sétima Olimpíada, Scheidt ganha folga forçada na Austrália

Previsão de tempestade cancela as regatas desta sexta-feira (14) do Campeonato Mundial de Laser, em Melbourne. Neste sábado (15), estão previstas três provas na abertura da flotilha ouro

São Paulo (SP) – Um dias depois de confirmar a presença na sétima Olimpíada, Robert Scheidt ganhou um descanso forçado na Austrália. Com previsão de tempestade, as regatas do Campeonato Mundial da Classe Laser desta sexta-feira (14) foram canceladas no Sandringham Yacht Club, em Melbourne. Com isso, a abertura da flotilha ouro passa para este sábado (15), com previsão para três provas, uma a mais em relação a programação inicial.

Sem ir para a água, Scheidt aproveitou o dia para trabalhar o corpo, cuidando da recuperação após três dias desgastantes no Mundial. Para isso, conta com a ajuda do fisioterapeuta Ricardo Takahashi. Além do trabalho físico, o bicampeão olímpico também aproveitou o tempo em terra para intensificar o estudo tático da sua velejada e também dos adversários. Ele faz essa analise estudando vídeos das regatas ao lado do seu treinador, o italiano Francesco Marrai.

Robert Scheidt (Divulgação)

Como não poderia ser diferente, a conquista da vaga para os Jogos Olímpicos de Tóquio repercutiu tanto no Brasil, como na Austrália, junto aos participantes do Campeonato Mundial. “Estou muito contente com a conquista da vaga, pois será minha sétima Olimpíada. É um orgulho muito grande ter a oportunidade de representar o Brasil uma vez mais nos Jogos. Porém, o mais importante é ser competitivo em Tóquio. Tenho muito trabalho pela frente nos próximos meses. Quero agradecer aos meus parceiros, Banco do Brasil Rolex, COB e CBVela, pelo apoio nessa jornada”, comenta.

O vídeo de Robert Scheidt comentando a confirmação da vaga para a Olimpíada de Tóquio está disponível no canal da ZDL no Youtube: https://youtu.be/6ph2E987MuQ

O barco de Scheidt não foi para a água (Divulgação)

Vaga e recorde – Scheidt derrubou mais um recorde em sua vitoriosa carreira ao se tornar o primeiro brasileiro garantido para competir em sete edições dos Jogos. Ele tem índice para disputar a Olimpíada de Tóquio desde o ano passado. Mas a confirmação da vaga veio nesta quinta-feira (13), no Sandringham Yacht Club, em Melbourne, na Austrália. Ao se classificar para a flotilha ouro no Campeonato Mundial da classe Laser 2020.

O bicampeão olímpico velejou entre os top 10 na quinta-feira (13) e garantiu a classificação. Apresentando evolução dia a dia, cruzou a linha de chegada em 7° e 9° lugares nas duas regatas disputadas, subindo da 37ª para a 29ª colocação entre 124 velejadores. Apenas os 42 melhores seguem na luta pelo pódio. O outro brasileiro na disputa, Gustavo Nascimento, ocupa o 84° lugar e vai disputar a flotilha bronze, que não vale medalha. De acordo com o critério da Confederação Brasileira de Vela (CBVela), Robert só perderia a vaga para os Jogos do Japão se outro atleta do Brasil subisse ao pódio no Mundial da Laser em 2020.

Scheidt está na flotilha ouro (Jon West Photography/Divulgaçã)

Maior medalhista olímpico do Brasil, Scheidt tem dois ouros (Atlanta/96 e Atenas/2004 – ambas na Classe Laser), duas pratas (Sidney/2000 – Laser – e Pequim/2008 – Star) e um bronze (Londres/2012 – Star). Além disso, soma 14 mundiais (11 na classe Laser e três na Star) e já conquistou 181 campeonatos, sendo 89 internacionais e 92 nacionais. O velejador é patrocinado pelo Banco do Brasil e Rolex e que conta com o apoio do COB e CBVela.

Desafio olímpico –  Scheidt retornou à classe Laser em 2019, após quase três anos ausente, desde os Jogos do Rio/2016, onde terminou na quarta colocação mesmo vencendo a medal race. Nesse período de readaptação às novas técnicas e nova mastreação, cumpriu seu objetivo principal, que foi o índice para Tóquio, com o 12° lugar no Campeonato Mundial da Classe Laser 2019, em Sakaiminato, no Japão, em julho.

Na volta à vela olímpica, Scheidt disputou outras três grandes competições. A última foi o Ready Steady Tokyo, no final de agosto de 2019, em Enoshima, quando terminou em 10° lugar, chegando à medal race pela primeira vez desde que decidiu interromper a aposentadoria da classe Laser. Ele ficou próximo da regata da medalha no Troféu Princesa Sofia e na Semana de Vela de Hyères.

Maior atleta olímpico brasileiro

Cinco medalhas:
Ouro : Atlanta/96 e Atenas/2004 (ambas na Classe Laser)
Prata : Sidney/2000 (Laser) e Pequim/2008 (Star)
Bronze : Londres/2012 (Star) 

181 títulos – 89 internacionais e 92 nacionais, incluindo a Semana Internacional do Rio, o Campeonato Brasileiro de Laser e a etapa de Miami da Copa do Mundo, todos em 2016. Em novembro de 2017, pela Star, conquistou a Taça Royal Thames e, neste domingo, o Europeu de Star.

Laser– Onze títulos mundiais – 1991 (juvenil), 1995, 1996, 1997, 2000, 2001, 2002*, 2004 e 2005 e 2013
*Em 2002, foram realizados, separadamente, o Mundial de Vela da Isaf e o Mundial de Laser, ambos vencidos por Robert Scheidt
– Três medalhas olímpicas – ouro em Atlanta/1996 e Atenas/2004, prata em Sydney/2000

Star– Três títulos mundiais – 2007, 2011 e 2012*
*Além de Scheidt e Bruno Prada, só os italianos Agostino Straulino e Nicolo Rode venceram três mundiais velejando juntos, na história da classe
– Duas medalhas olímpicas – prata em Pequim/2008 e bronze em Londres/2012

Foto em destaque: O técnico Francesco Marrai, Scheidt e o fisioterapeuta Ricardo Takahashi (Divulgação)

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