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Troca das lâmpadas incandescentes por LEDs no veleiro Gaia 1.

Luminária finalizada.

Após ter feito e instalado um novo forro no teto do meu veleiro Gaia 1 (veja Cupins e o novo teto do Gaia 1), aproveitei para trocar o sistema usado nas luminárias originais, buscando uma maior eficiência e um melhor gerenciamento da energia elétrica do veleiro.

Para isso, decidi substituir as lâmpadas incandescentes por lâmpadas LEDs (Light Emitting Diode) modelo SMD5050 High Power (última geração de LED na data).

Os dois tipos de lâmpadas incandescentes que havia no veleiro, a da esquerda sendo a da luminária da mesa de navegação, possuía dois filamentos, um para a luz encarnada e outra para a amarela. A da direita, é uma luz incandescente normal, inclusive, estava queimada, fácil de perceber por sua cor “leitosa”.

A grande vantagem da lâmpada de LED é a economia de energia que ela proporciona de até 80% especificamente. Isso porque o diodo tem uma boa capacidade luminosa fazendo com que a produção de luz seja maior usando menos energia.

Além do aumento da eficiência, os LEDs trazem significativos benefícios para a rede elétrica do veleiro, como por exemplo, a melhoria do fator de potência da instalação e da qualidade da energia, além de redução da manutenção devido ao seu maior tempo de vida útil.

Na troca, tive de substituir em cada uma das 25 luminárias: a base, o soquete, a fiação, o interruptor e a lâmpada incandescente, por um novo suporte (em vez da base), fiação, interruptor e uma “bolacha” de LEDs.

Segue a descrição do processo nas fotografias que tirei enquanto realizava a troca.

Luminária original do Gaia 1, aqui já convertida para LED. Esta é a luminária que fica em cima da mesa de navegação e, por este motivo, possui um LED com duas cores, encarnada (vermelha) para navegação noturna e amarela normal. Por isso, o interruptor também é diferente sendo este transparente de três posições, ON Encarnado – OFF – ON Amarelo.
Nesta foto da área da mesa de navegação, a luminária ilustrada acima ainda com sua lâmpada incandescente. Repare que a “luz” está concentrada em um lado da lâmpada e ainda instalada no forro do teto antigo.
As luminárias retiradas do veleiro e na caixa onde as coloquei para trazer para São Paulo.
Todas as luminárias possuíam uma “chapa” de latão na parte de trás com algumas bordas chanfradas em intervalos com outras retas onde eram aparafusadas à luminária. Repare que os chanfros serviam para retirar o calor provocado pela luminária incandescente que era então dissipado entre o forro do teto e a fibra de vidro do teto.
A parte transparente por onde passa a luz é feita de acrílico transparente com “prismas” em relevo na sua parte interna para melhor dispersão da luz. Repare na parte inferior a protuberância feita no acrílico para dar lugar ao interruptor. Todas usavam apenas dois parafusos de sustentação.
Meu filho desmontando todas as luminárias. No centro dá para ver as “bolachas” de LED. De início iria usar as próprias chapas de latão existentes (lado direito inferior), contudo, decidi fazer um “upgrade” no sistema instalando um difusor de alumínio e aumentando a área de “respiro”.
Para substituir as chapas de latão, comprei uma barra de alumínio, cortei na medida da circunferência da luminária e fiz três furos: dois furos nos extremos, onde serão colocados os parafusos que prendem a barra ao corpo da luminária e um ao meio, onde será aparafusada a “bolacha” de LED.
Visitei a Rua Santa Ifigênia, conhecida rua de eletro/eletrônicos de São Paulo, para comprar os interruptores, as peças e os conectores que precisava. Não foi fácil. Tive de visitar várias lojas para conseguir o que queria e não encontrei tudo em uma só loja, como seria esperado.
Retirando os interruptores originais.
Os interruptores que encontrei, pretos, são do mesmo tamanho dos originais. Foi trabalhoso encontrar do tamanho certo já que, acredito, hoje, o padrão mudou e o tamanho usado originalmente nas luminárias (ano 1987) é menor que o atual. Ou, talvez, seja apenas por serem luminárias fabricadas na Argentina.
Os interruptores vistos de outro ângulo e os conectores.
Tudo organizado e em seu devido lugar como em uma linha de produção.
Todas as peças foram organizadas para facilitar a montagem. Repare que uma luminária (topo) já se encontra montada.
Todos os conectores e junções de cabos foram soldados (estanhados) e, onde cabível, protegidos com fita isolante 3M. Usei uma base com “garras” para segurar os conectores e parafusos no lugar e facilitar a soldagem… a lupa não serviu para nada e, neste caso, só parece pois é parte da base.
Inicialmente, passei um parafuso com arruela pelo furo central da bolacha de LED para poder fixá-lo à barra de alumínio, contudo, pensei melhor e decidi por inverter e, neste lado, colocar a porca para facilitar a manutenção retirando apenas a tampa de acrílico, sem precisar desmontar a luminária do forro do teto.
Nesta foto pode-se ver como ficou com o parafuso passando pela barra de alumínio, parafusado à estrutura de madeira da luminária. Repare que entre a barra de alumínio e a “bolacha” do LED, coloquei uma borracha para isolar a “bolacha”. Repare também no novo conector de encaixe rápido usado.
Antes de fechar a luminária com sua tampa acrílica transparente, testei uma-a-uma usando a bateria do carro para garantir de que estava tudo funcionando.
Luminária finalizada.
As luminárias instaladas no novo forro do teto do Gaia 1. Veja Cupins e o novo teto da Gaia 1 para ver todo o processo de desmontagem do forro, tratamento dos cupins e construção, pintura e montagem do novo forro.
As luminárias originais, depois de convertidas uma-a-uma em LED “quente” (amarelada em vez de branca), complementam o ambiente com uma luz muito agradável.

Espero que este artigo o incentive ou o ajude a modificar ou atualizar para LED as luminárias do seu veleiro.

Bons ventos!

Max Gorissen

Velejador, escritor e editor da SailBrasil.com.br… nessa ordem!

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About Max Gorissen
Sailor, writer and editor, in that order...

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