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Estaleiro desativado: Náutica Tapioca – Reforma Naval em Madeira

A náutica e estaleiro era especializada na guarda de embarcações e na construção e reforma naval em madeira.

Conhecidas na época como “Náuticas”, a Tapioca, montada em 1947 pelo “Velho Dico Tapioca“, como era conhecido o Sr. Benedito Leite, foi uma das primeiras marinas do Guarujá – SP e ficava localizada na Estrada Guarujá-Bertioga, Km 17,5 – São Paulo, nas margens do canal de Bertioga, em frente ao hoje conhecido condomínio Iporanga.

Com um terreno de 160 metro de frente ao canal, foi uma das maiores náuticas da época, possuindo no seu auge mais de 300 lanchas de até 35 pés.

Naquela época da sua fundação, não existia nada por lá. Era apenas um grande manguezal, cortado por um canal. A estarda era de terra batida.

As primeiras lanchas CarbrasMar a ir para a água, tirando as que estavam no Iate Clube de Santos, foram lançadas na Náutica Tapioca.

Trimarã Bonai-Malu sendo reformado. Vista da estrada.

Até o ano de 2018, quando foi fechado, o esplendor da náutica deu lugar a um estaleiro simples, voltado para a construção e reforma naval especializada em madeira (também trabalhavam com fibra de vidro).

Seus maiores clientes eram pescadores da região que precisavam reformar seus barcos de pesca e alguns poucos veleiros de madeira.

Um exemplo foi a restauração completa do veleiro Cangaceiro (várias reformas), um Clássico Veleiro Classe Brasil, realizada no estaleiro e finalizada no ano de 2016.

No estaleiro, também ficou abandonado por muitos anos outro veleiro Classe Brasil, o Veleiro Bermuda, ex Ondina.

No ano de 2010, consegui fazer o registro deste veleiro já em fase avançada de decomposição, que estava abandonado por seu proprietário havia anos no estaleiro e, assim, registrar sua história. Veja “Um pouco da história do veleiro Bermuda, ex. Ondina, um S&S – Classe Brasil”.

Veleiro Bermuda, ex. Ondina

Infelizmente, por causa da sua deplorável condição e inviabilidade de recuperação, perdemos para sempre parte da nossa história… ele foi totalmente desmontado no ano de 2015, suas madeiras queimadas e suas ferragens e o chumbo da quilha vendidas para poder reembolsar o estaleiro por sua estadia.

A família continuou morando na propriedade e realizando reformas de embarcações até seu fechamento.

Esta é uma foto do estaleiro, tirada enquanto navegava pelo Canal de Bertioga no ano de 2017. Foto: Max Gorissen

Esta é uma história em desenvolvimento… caso possua informações, contribua!

Max Gorissen

Velejador, escritor e editor da SailBrasil.com.br… nessa ordem!

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About Max Gorissen
Sailor, writer and editor, in that order...

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