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Veleiro Galeão

Especificações:

  • Ano de Fabricação: 1961
  • Outros nomes: 
  • Estaleiro: Domingos Stipanich
  • Material construtivo: Madeira
  • Armação: Ketch
  • Propulsão: Penta Marine C2 – 12 HP
  • Tripulantes/ Passageiros: n/d
  • Numeral: Iniciou com o numeral BL 71 e posteriormente foi trocado pelo BL 119
  • Comprimento:  40′ ou 12,19 m
  • Design No.: Artesanal, construído com base em planos “da cabeça” do Domingos Stipanich com base em algum modelo transversal por ele desenvolvido.
  • Linha d’água (m): 
  • Boca (m): 
  • Calado (m): 
  • Área velica (m²): 
  • Deslocamento (Kg): 
  • Projetista: Domingos Stipanich
  • Observações: O veleiro naufragou por volta de 1984 em frente ao campo de aviação de Ilhabela – SP.

Esta é uma história em desenvolvimento… caso possua informações, contribua!

O ‘Galeão’, recém lançado ao mar (ICS – 1961) e ainda sem o mastro de mezena, com seu maciço e elaborado convés de Cabreúva de 1″ (com calafeto de algodão e um ‘mastic’ de piche+breu). Em pé, aparece o seu desenhista e construtor Domingos Stipanich e Lucas Jonker que, além de famoso marinheiro sueco, responsável pelo ‘Sirocco’, era muito habilidoso ao confeccionar as ‘mãos de cabo’ trançadas do estaiamento. O veleiro a BE é o ‘Sagres V’ (ex ‘Cairú II’) e a BB o ‘Curussá (um yawl S&S 40’ ‘White Caps’), também de construção Stipanich. A Cabreúva (Miroxylon balsamum), também conhecida como ‘Bálsamo do Peru’, ou o ‘Incienso’ dos argentinos, possui um odor peculiar, extremamente agradável. Era tida como a ‘rainha das madeiras brasileiras’ destinadas à construção naval. O ‘Galeão’ pertenceu, nos últimos tempos, a um argentino residente em Buenos Aires, que voava quinzenalmente ao Brasil. Confiou o veleiro a um marinheiro que, por algum motivo banal, deixou o barco ir ao fundo… Hoje, provavelmente carcomido pelo gusano, jaz atolado na lama a uma profundidade de 8 metros, na cabeceira do extinto campo de aviação de Ilhabela… É oportuno notar, no horizonte da fotografia, um resquício de mangue, então existente na Ilha de São Vicente, hoje ocupado pelo Porto de Santos. – Foto: Autor desconhecido

Foto: Autor desconhecido

Informações do veleiro Galeão (José Carlos Lodovici)

O Galeão foi um veleiro, ketch de 40 pés, Construção e Desenho de Domingos Stipanich de 1961, construído em madeira com convés de Cabreúva de 1″ com calafeto de algodão e um mastic de piche e breu.

O primeiro proprietário, que comprou o Galeão do Domingos Stipanich, foi o Sr. Luiz Pacheco e Silva. Sabendo que o Stipanich estava construindo o Itahym (um White Caps S&S No. 401 – todo em pregos de cobre e lastro de chumbo) o Lulú, como era conhecido, fez questão de desfazer o negócio e comprar o Itahym.

O desenho do Galeão foi desenvolvido com base em memorizações, passível, portanto, de infidelidades, uma vez que o Stipanich raramente fazia o projeto, bastando uma maquete em meio modelo, dela extraindo o “plano de linhas”.

O Galeão, por ter sido totalmente construído “de cabeça”, era impraticável ter feito um “as built”, pois o Galeão ora jaz atolado na argila do Canal de São Sebastião tendo afundado (por volta de 1984), enquanto era de propriedade de um Argentino, que deixou o marinheiro cuidando do veleiro… afundou em frente ao extinto campo de aviação de Ilhabela.


Proprietários: 

  • Domingos Stipanich – 1961/1961
  • Luiz Pacheco e Silva – 1961/1962
  • Domingos Stipanich – 1962/1966
  • José Carlos Lodovici (foi registrado inicialmente no nome de Pedro Lodovici Neto, irmão, até o José Carlos alcançar a maioridade) – 1966/1972
  • Nelson de Sampaio Bastos – 1972/?
  • Arturo – ?/1981
  • Nelo Pimentel – 1981/1985
  • Eduardo Espiaut – 1985/?
  • ? (Argentino – último dono)

Veja também: A compra do Galeão por Nelson Bastos – Memórias de José Carlos Lodovici


Fotos:

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“Galeão” no Sangava – Foto: José Carlos Lodovici

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Galeão no Canal Clube de Pesca e Sky – Canal de Bertioga 1967 com José Carlos Lodovici, Pedro Lodovici Neto e Alexander Christiani – Foto: Autor desconhecido

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No flutuante do ICS – 1968 – Foto: José Carlos Lodovici

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Ilhabela – 1968 – Foto: José Carlos Lodovici (tomada do caíco)

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Na Lestada – Baía de Santos 1968 – Foto: José Carlos Lodovici

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Galeão e Cavendish (anterior Claudiomar) – Canal da Bertioga – 1967 – ambos barcos são de construção Stipanich. – Foto: Preben Haagensen (proprietário do Cavendish)

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Galeão em sua primeira viagem a Ilhabela – Saco da capela – 1968 – Foto: Foto de um cartão postal da época.

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Galeão em Construção – Foto: José Carlos Lodovici

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Esse era o maravilhoso motorzinho Penta, que tínhamos no ‘Galeão’. Funcionava como um relógio. Com 12 HP, proporcionava uma relação de apenas 1.5 HP por tonelada de deslocamento, o que era baixíssimo diante dos padrões atuais, tratando-se pois de um verdadeiro motor auxiliar, destinado às manobras no porto, e nas calmarias. Podia funcionar com gasolina, ou querosene (Hesselman Engine) e ainda contava com o recurso de uma partida manual, coisa que é rara hoje em dia. Notar que sua marca era tão somente Penta, uma associação de cinco engenheiros, antes da aquisição da Volvo. Com taxas de compressão bem mais reduzidas do que os diesel, os motores a gasolina/ querosene podem ser bem mais leves, o que, aliás, é o seu único benefício. De resto, eles são muito perigosos diante de qualquer vazamento de gasolina no porão, tornando-se explosiva. Já vi barcos voando pelos ares… – Foto: José Carlos Lodovici

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Propaganda Penta da época – Créditos: Penta/ Volvo Penta

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Domingos Stipanich no Galeão. Ao seu lado, a bitácora Lionel – 1968 – Foto: José Carlos Lodovici

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De retorno ao Clube de origem, o ICS, em 1º de novembro de 1968. Ao fundo, a embarcação maior é uma ex-embarcação de cabotagem que foi restaurada por Stipanich chamada Schemara. – Foto: Autor desconhecido

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Apoitado no Rio Santo Amaro ICS foto de 1968 – Foto: José Carlos Lodovici

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Esta foto, tirada enquanto o Galeão era de propriedade do Sr. Nelo Pimentel, mostra o Galeão decorado e com tripulação durante a procissão dos pescadores no dia de São Pedro – 29/06/1985, uns meses antes de que ele o vendesse ao Sr. Eduardo Espiaut. Foto: Autor desconhecido – tirada desde o barco Irerê.

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Foto do ICS, provavelmente anterior a 1966, tomada do mastro de um veleiro, aparecendo o “Curussá” (em primeiro plano), ladeado pelo “Galeão”, “Sagres V”, “Santa Rita”, “Brisa”, ao lado do “Brisa” me parece ser o “Patna” (anterior “Galerno”), “Itahym”, “Sirocco” (envernizado), “Hobby”, “Maracaibo”, (um pequeno barco que não dá para identificar), e o “Albacora” fechando a flotilha. – Foto: Autor desconhecido.

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Meu irmão Pedro Lodovici Neto, o amigo Alexander Christiani ao pé do ‘Itahym’ – um S&S (White Caps), gêmeo ao ‘Curussá’, também construído por Domingos Stipanich. Pelo chamuscado acima da linha d’água, o barco acabava de ter sua tinta de fundo removida por maçarico. De quando em vez, é preciso que a tinta seja removida para que a madeira ‘respire’. A foto foi tomada no ICS em 1965. O ‘Itahym’ foi construído originalmente como barco definitivo do Domingos Stipanich. Era todo em Cedro e Cabreúva, com pregos de cobre. No meio da construção, foi trocado pelo ‘Galeão’, que então pertencia ao Luiz Pacheco e Silva, vulgarmente conhecido por ‘Cabeça Branca’, ou ‘Lulú’. O Lulú provinha da aristocracia cafeeira, neto do Barão do Itahym, da região de Itu, originando o nome do veleiro. Era também tio dos irmãos Fernando e Roberto Nabuco de Abreu (‘Wa Wa Too’) os tendo introduzido no esporte da Vela. – Foto: José Carlos Lodovici

Texto, fotos e informações fornecidas/com contribuição de: Jose Carlos Lodovici


Cadastro Nacional de Veleiros

Cadastro Nacional de Veleiros Brasileiros (LOA até 100 pés).

Não importa se esses veleiros são de propriedade de indivíduos, organizações, fundos fiduciários ou museus. Também não importa se são novos, usados, estão em péssimas condições, se já foram destruídos ou afundaram.

Não importa se foram produzidos no Brasil ou no exterior, desde que tenham algum tipo de relação com o Brasil… Todos são importantes.

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About Max Gorissen
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